Filhos de mulheres vítimas de feminicídio que ainda estão fora da rede de proteção passaram a ser alvo de uma busca ativa do governo do Acre. A ação leva equipes ao interior para identificar crianças e adolescentes órfãos e garantir acesso a auxílio financeiro e acompanhamento social.
Nesta semana, a Secretaria de Estado da Mulher (Semulher) cumpre agenda nos municípios de Feijó e Tarauacá, com foco em localizar possíveis beneficiários da Política Estadual de Proteção e Atenção Integral aos Órfãos do Feminicídio.
A iniciativa prevê não apenas o pagamento de um auxílio financeiro aos dependentes das vítimas, mas também suporte social para reduzir os impactos da perda e assegurar condições mínimas de desenvolvimento. Até o momento, o benefício foi concedido a quatro tutores legais, contemplando oito órfãos em todo o estado.
Segundo a secretária de Estado da Mulher, Simone Santiago, a busca ativa é essencial para alcançar crianças que ainda não foram identificadas pela rede de assistência.
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“Nosso compromisso é assegurar dignidade e oportunidades reais para que essas crianças possam seguir em frente. Não é apenas um auxílio financeiro, é cuidado, atenção e futuro para quem ainda não foi alcançado”, afirmou.
Para ter acesso ao benefício, é necessário que o dependente tenha menos de 18 anos, resida no Acre, tenha perdido a mãe em decorrência de feminicídio e comprove situação de vulnerabilidade socioeconômica. O pedido deve ser feito pelo responsável legal, diretamente na Semulher ou por canais oficiais.
A secretaria também reforça que a participação da sociedade é fundamental para identificar novos casos. A orientação é que situações de orfandade por feminicídio sejam encaminhadas a órgãos como o Ministério Público, unidades do Cras e Creas, Delegacias da Mulher ou diretamente à Semulher.

