As possíveis responsabilizações do adolescente de 13 anos que cometeu o ataque no Instituto São José, em Rio Branco, e do padrasto dele, dono da arma utilizada, começaram a ser esclarecidas pelas autoridades durante coletiva nesta terça-feira (5).
De acordo com a Polícia Civil, o caso será apurado em procedimentos distintos, considerando que o autor é menor de idade. O delegado-geral Pedro Paulo Buzolin explicou que a divisão segue o que prevê a legislação.

“Esse crime não é de fato único, e tendo em vista o fator da menoridade do autor, nós optamos por fracionar a investigação em dois procedimentos. O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) prevê a internação pelo prazo máximo de três anos”, explicou.
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O adolescente foi apreendido após o ataque e deve passar por audiência com o Ministério Público ainda nesta terça. Ele responderá por ato infracional análogo a homicídio. A investigação inicial tem prazo de pelo menos 30 dias.
O ataque resultou na morte de duas funcionárias, identificadas como Alzenir Pereira, de 56 anos, e Raquel Sales, de 36, além de deixar outras pessoas feridas.
No caso do padrasto, proprietário da arma de fogo utilizada no crime, a polícia avalia se houve negligência no armazenamento do armamento.
“Iremos analisar as outras provas. Essa investigação foi iniciada hoje, então ainda é muito prematuro fazer qualquer afirmação, porque dependemos da análise de diversas provas que foram coletadas, tanto de imagens como de dispositivos eletrônicos”, pontuou.
O homem permanece detido enquanto as investigações avançam. A Polícia Civil também trabalha para esclarecer a dinâmica do ataque, a motivação e possíveis responsabilidades adicionais com base nas provas já reunidas, incluindo imagens e conteúdos de dispositivos eletrônicos apreendidos.