Alerta! Bebês menores de 1 ano concentram casos de coqueluche no Acre

O levantamento também aponta que os bebês menores de um ano são os mais vulneráveis à doença

Por Suene Almeida, ContilNet 02/05/2026 às 08:00 Atualizado: há 3 dias

Mesmo com redução no número de confirmações em relação ao ano passado, a coqueluche continua mantendo o estado do Acre em alerta, principalmente no que diz respto a crianças menores de 1 ano. A Sesacre divulgou novos dados sobre a doença no Boletim Epidemiológico publicado na última quinta-feira (30), com informações até a Semana Epidemiológica 17 de 2026.

De acordo com o levantamento, o Acre registrou 23 notificações de coqueluche em 2026. Deste total, três casos foram confirmados, 11 descartados e os demais seguem em investigação. No ano anterior, foram 25 notificações, com 14 confirmações da doença.

Os números mostram uma diminuição tanto na quantidade de casos quanto no percentual de confirmações em comparação com 2025. No ano passado, a maioria das ocorrências confirmadas foi registrada em Rio Branco, que concentrou nove casos. Também houve confirmações em Xapuri, Porto Acre e Senador Guiomard.

 

Já neste ano, os casos confirmados apareceram apenas em Rio Branco, com dois registros, e Sena Madureira, com um caso.

Alerta! Bebês menores de 1 ano concentram casos de coqueluche no Acre

Outro ponto observado pelo boletim é a diferença no comportamento da doença entre os dois anos. Em 2025, os casos começaram a crescer a partir da Semana Epidemiológica 11 e atingiram o pico na semana 47, quando cinco pessoas foram diagnosticadas. Em 2026, até o momento, os três casos confirmados ocorreram logo nas primeiras semanas do ano.

O levantamento também aponta que os bebês menores de um ano são os mais vulneráveis à doença. Entre 2025 e 2026, a maior parte das confirmações ocorreu nessa faixa etária, principalmente entre meninos. Houve ainda registros isolados entre crianças de 5 a 9 anos, adolescentes e adultos.

Alerta! Bebês menores de 1 ano concentram casos de coqueluche no Acre

A doença

A coqueluche é uma infecção respiratória causada por bactéria e considerada altamente contagiosa. A transmissão acontece pelo ar, através da tosse, espirros ou contato próximo com pessoas infectadas.

Os primeiros sintomas costumam se parecer com um resfriado comum, com febre baixa, coriza e tosse leve. Com o avanço da doença, a tosse se intensifica e pode provocar crises fortes, dificuldade para respirar, vômitos e um som agudo conhecido como “guincho” ao puxar o ar.

Em bebês, a doença pode evoluir para quadros graves, como pneumonia, desidratação, pausas na respiração e até risco de morte.

A Secretaria de Saúde reforça que a vacinação continua sendo a principal forma de prevenção. Pelo SUS, a vacina pentavalente é aplicada em bebês aos 2, 4 e 6 meses, além de reforços aos 15 meses e aos 4 anos. Gestantes também devem receber a vacina dTpa a partir da 20ª semana de gravidez para proteger o bebê ainda durante a gestação.

As autoridades orientam que pessoas com sintomas procurem atendimento médico rapidamente, principalmente em casos de tosse persistente, falta de ar ou vômitos após as crises de tosse. Também é recomendado evitar contato com recém-nascidos quando houver sintomas respiratórios e manter os ambientes ventilados para reduzir a transmissão da doença.

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