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Após tragédia em escola, Acre amplia suspensão das aulas na rede estadual

Por Redação ContilNet

Após tragédia em escola, Acre amplia suspensão das aulas na rede estadual

Após tragédia em escola, Acre amplia suspensão das aulas na rede estadual/Foto: Juan Diaz, ContilNet

A Secretaria de Estado de Educação e Cultura do Acre (SEE) decidiu prorrogar a suspensão das aulas presenciais na rede estadual após o ataque registrado no Instituto São José, em Rio Branco. Com isso, o retorno dos estudantes, que estava previsto para segunda-feira (11), foi remarcado para quarta-feira (13).

A medida foi oficializada por meio de circular assinada pelo secretário de Educação, Reginaldo Luís Pereira Prates. Segundo o documento, o adiamento busca garantir a continuidade das ações de apoio psicológico, reorganização das escolas e implementação de novos protocolos de segurança.

Conforme o cronograma definido pela pasta, a segunda-feira será reservada ao acolhimento de professores, gestores e demais servidores da educação. As escolas também deverão alinhar procedimentos internos de entrada e saída, além de apresentar medidas de prevenção e controle de acesso nas unidades.

Na terça-feira (12), as instituições de ensino irão promover reuniões com pais e responsáveis para explicar as mudanças adotadas após a tragédia e reforçar o papel das famílias no acompanhamento dos estudantes e prevenção da violência escolar.

Entre as medidas previstas pela SEE está a possibilidade de inspeção preventiva de mochilas e pertences dos alunos. De acordo com o documento, as abordagens deverão ocorrer de forma respeitosa e sem exposição constrangedora dos estudantes.

As aulas presenciais serão retomadas na quarta-feira com atividades voltadas ao acolhimento emocional, fortalecimento da cultura de paz e orientações sobre convivência e segurança dentro das escolas estaduais.

O ataque ocorreu na manhã da última terça-feira (5), quando um adolescente de 13 anos entrou armado no Instituto São José e efetuou disparos dentro da escola. As funcionárias Raquel Sales Feitosa, de 36 anos, e Alzenir Pereira da Silva, de 53, morreram ao tentar proteger alunos e funcionários. Após o caso, o governo anunciou reforço policial nas escolas e adoção de protocolos emergenciais de segurança.

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