Durante coletiva de imprensa realizada na manhã desta quinta-feira (7), o Ministério Público do Acre (MPAC) anunciou a atuação de um Centro de Análise Integrada para monitoramento e combate a crimes cibernéticos após o ataque registrado no Instituto São José, em Rio Branco.
Segundo o procurador-geral de Justiça, dr. Oswaldo D’Albuquerque, o objetivo do grupo será identificar antecipadamente ameaças, conteúdos de incentivo à violência e possíveis articulações criminosas em ambientes virtuais, principalmente envolvendo crianças e adolescentes.
“Este grupo e este centro de análise trabalharão de forma integrada. Esse centro de análise, resumindo, ele faz uma ronda virtual em todas as redes sociais, inclusive em redes fechadas”, afirmou o procurador-geral.
Ainda conforme Oswaldo D’Albuquerque, o trabalho será voltado à prevenção de novos casos semelhantes e contará com atuação conjunta das forças de segurança pública.
“Nosso trabalho prioritário hoje é justamente evitar isso, é detectar isso com antecedência e trabalhando sempre, como gosto de ressaltar, em parceria com o sistema integrado de segurança pública, que é fundamental para que a gente possa estar cumprindo a contento esta nossa missão”, destacou.
A coletiva reuniu representantes de órgãos estaduais e municipais no edifício-sede do MPAC, no Centro de Rio Branco, para apresentar as medidas já adotadas e os encaminhamentos em andamento após o atentado.
A tragédia
O ataque ao Instituto São José ocorreu na tarde da última terça-feira (5) e deixou mortas as servidoras Raquel Sales e Alzenir Pereira. Conforme informações apuradas, as duas tentaram conter a ação do adolescente de 13 anos responsável pelos disparos e proteger alunos e funcionários da escola, mas acabaram sendo atingidas.
Após o atentado, as aulas das redes pública e privada de Rio Branco foram suspensas até sexta-feira (8). Equipes do Samu, Polícia Militar, Polícia Civil, Delegacia de Homicídios e Instituto Médico Legal atuaram na ocorrência e seguem acompanhando as investigações.


