Bittar rompe silêncio e diz que governo tentou atrapalhar chapa do PL

Senador afirma que integrantes do governo trabalharam para dificultar filiações ao partido durante a janela partidária

Por Matheus Mello, ContilNet 07/05/2026 às 14:21
O senador Márcio Bittar falou pela primeira vez publicamente sobre os rumores de desgaste na relação entre o PL e o governo da governadora Mailza Assis após a janela partidária.

Em entrevista ao ContilNet nesta quinta-feira (7), Bittar afirmou que houve atuação de grupos políticos para dificultar a formação das chapas do partido no Acre.

“Hoje é o dia que eu escolhi para tocar nesse assunto. O que aconteceu no final das filiações foi estranho. A turma do meu amigo Alan Rick, a turma do meu amigo Tião Bocalom e a turma também da nossa governadora Maílza tentaram atrapalhar a chapa do PL”, declarou.

Segundo o senador, ele considera natural a disputa política entre partidos por pré-candidatos, mas afirmou ter estranhado a atuação de integrantes do governo estadual porque o PL já havia sinalizado interesse em manter a aliança com PP e União Brasil.

“Eu não havia declarado aliança com o Republicanos. Eu não havia declarado aliança com o PSDB. Então, faz parte do jogo o PSDB, o Republicanos, tentar disputar candidaturas de pré-candidatos a estadual e federal com o PL. Agora, o governo fazer o que fez na reta final, aí é estranho, porque eu havia declarado a manutenção da aliança com o PP e com o União Brasil”, afirmou.

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Bittar também citou alianças anteriores entre os partidos no Acre e disse que esperava outra postura por parte do grupo governista.

“Aliança essa responsável pela vitória do Bocalom em Rio Branco, pela vitória do Zequinha em Cruzeiro do Sul, pela vitória do Carlinhos em Brasileia, entre outras. Quando eu anunciei o interesse do PL, anunciei de manter a aliança com o PP e União Brasil, então não acho que seria normal que tivessem trabalhado para evitar filiações ao PL e até mesmo trabalhado para tirar algumas pessoas do PL”, disse.

Apesar das declarações, o senador afirmou que o partido continua defendendo a manutenção da aliança com o governo, embora considere necessário um “reajuste” na relação política.

“Em princípio, nós continuamos desejando aliança com o governo, mas acho que tem que ter reajuste. Você não pode ter um casamento onde você se sinta… enfim, que casamento é esse? Eu me dedico, eu trago o partido e tal, e de repente o PL era para fazer cinco deputados estaduais brigando por seis. Então aconteceram coisas estranhas, então no mínimo é preciso um reajuste”, declarou.

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