O sonho da liberdade sobre rodas nunca esteve tão próximo dos brasileiros. Dados inéditos do Ministério dos Transportes revelam um salto histórico na busca pela primeira Carteira Nacional de Habilitação (CNH) em 2026. Somente no primeiro quadrimestre, o país registrou a marca impressionante de 4,8 milhões de pedidos, um crescimento de mais de 330% em comparação ao mesmo período de 2025, quando o volume era de 1,1 milhão.
O fenômeno é reflexo direto do programa “CNH do Brasil”, implementado pelo governo federal. A principal mudança, que gerou uma economia estimada em R$ 1,8 bilhão para o bolso dos cidadãos, foi o fim da obrigatoriedade do curso teórico em autoescolas, permitindo que o candidato se prepare por conta própria.
Antes da flexibilização, o custo total para obter o documento variava entre R$ 3 mil e R$ 5 mil. Agora, com a economia no curso teórico e o teto de R$ 180 para exames médicos e psicológicos, o processo tornou-se financeiramente acessível para uma parcela muito maior da população, incluindo jovens e trabalhadores do Norte do país.
O impacto foi sentido em todas as etapas:
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Exames Práticos: Aumento de 21%, com 1,7 milhão de testes aplicados.
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Emissão de Documentos: Com 858 mil CNHs emitidas, 2026 já é o segundo melhor ano da história do trânsito brasileiro, perdendo apenas para 2014.
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Inovação Digital: O aplicativo “CNH do Brasil” agora funciona como uma “rede social” de instrutores, permitindo busca por geolocalização e avaliação por estrelas. Além disso, as aulas práticas são registradas digitalmente e integradas ao Renach em tempo real.
No Acre, a expectativa é que o aumento da demanda pressione os órgãos de trânsito a ampliarem a oferta de bancas examinadoras, especialmente para atender os candidatos que agora buscam a habilitação atraídos pelo baixo custo e pela menor burocracia.

