Ícone do site ContilNet Notícias

Cobertura vacinal contra doenças respiratórias segue baixa no Acre

Por Redação ContilNet

Cobertura vacinal contra doenças respiratórias segue baixa no Acre

Acre precisa superar baixos números/Foto: Reprodução

A cobertura vacinal contra doenças respiratórias segue abaixo do esperado no Acre entre os principais grupos prioritários, segundo dados do Boletim Semanal de Síndromes Respiratórias divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre).

SAIBA MAIS: Saiba quais são os três vírus que mais causam problemas respiratórios no Acre

No cenário da vacinação contra a Influenza, os índices estão distantes da meta recomendada pelo Ministério da Saúde, que varia entre 90% e 95%. Entre os grupos prioritários, as gestantes apresentaram o melhor desempenho, com 54,67% de cobertura. Em seguida aparecem as crianças de 6 meses a menores de 6 anos, com 35,53%, enquanto os idosos com mais de 60 anos registraram apenas 22,98%.

O boletim destaca que, embora as gestantes liderem a cobertura entre os grupos analisados, o percentual ainda é insuficiente. Já a baixa adesão entre idosos e crianças é considerada ainda mais preocupante, por se tratarem de públicos com maior risco de complicações e internações por gripe.

Na vacinação contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), destinada às gestantes para proteção indireta dos bebês recém-nascidos, o cenário também preocupa. Em todo o Acre, a cobertura ficou em apenas 19,63%, muito abaixo da meta nacional.

CONFIRA TAMBÉM: Coqueluche: Sesacre incentiva grávidas à vacinação após novos casos no Acre

Entre os municípios, Jordão apresentou o melhor índice de vacinação contra VSR, com 31,02%. Já Rio Branco, mesmo concentrando maior estrutura de saúde e acesso aos serviços, registrou cobertura de apenas 24,78%.

A Sesacre alerta que a baixa imunização das gestantes pode impactar diretamente os recém-nascidos, já que a vacina precisa ser aplicada em período específico da gravidez para garantir a transferência de anticorpos e reduzir o risco de bronquiolite e pneumonia nos primeiros meses de vida.

O boletim reforça que ampliar a vacinação entre crianças, idosos e gestantes é fundamental para conter o avanço das síndromes respiratórias e evitar novas internações no estado.

Sair da versão mobile