Mesmo com a vazante do Rio Juruá em Cruzeiro do Sul, o risco de novos alagamentos ainda preocupa autoridades do Acre. O alerta foi divulgado pelo Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), que classificou como moderada a possibilidade de continuidade ou novos episódios de inundação nas áreas próximas ao rio.
Segundo o órgão, a situação afeta principalmente comunidades ribeirinhas localizadas nas regiões de Cruzeiro do Sul, no Acre, e Tefé, no Amazonas. A preocupação ocorre por causa da elevação gradual do Rio Juruá e também de seus afluentes.
Enquanto o monitoramento continua, a Prefeitura de Cruzeiro do Sul começou nesta semana a operação de retorno das famílias que precisaram deixar suas casas durante a cheia. A ação teve início na segunda-feira (4), após o nível do rio começar a apresentar redução.
Na medição realizada nesta terça-feira (5), o Rio Juruá registrou 13,81 metros. Apesar da diminuição no volume das águas, equipes municipais seguem em alerta devido à possibilidade de novas inundações apontada pelo Cemaden.
Mais de 100 profissionais participam da força-tarefa organizada pelo município. Caminhões e embarcações estão sendo utilizados para transportar moradores de volta para casa com segurança.
Ao todo, 55 famílias, somando 242 pessoas, ficaram abrigadas temporariamente em sete escolas públicas da cidade: Padre Arnoud, Madre Adelgundes Becker, Corazita Negreiros, Thaumaturgo de Azevedo, Marcelino Champagnat, Terezinha Saavedra e Rita de Cássia.
Durante o período de acolhimento, os moradores receberam alimentação, assistência social e acompanhamento das equipes da prefeitura.
As famílias haviam sido retiradas das áreas atingidas no dia 28 de abril, quando o Rio Juruá alcançou 13,75 metros e começou a invadir bairros urbanos e comunidades ribeirinhas de Cruzeiro do Sul.