Defesa diz que padrastro não procurou a escola antes de tiroteio

Advogado afirma que padrasto do adolescente nunca procurou o Instituto São José

Por Redação ContilNet 08/05/2026 às 08:42 Atualizado: há 3 horas

A defesa do advogado Ruan de Mesquita Amorim negou, nesta sexta-feira (8), que ele tenha procurado a direção do Instituto São José antes do ataque a tiros ocorrido na última terça-feira (5), em Rio Branco. Em nota de esclarecimento, o advogado Antônio Freitas Ferreira Coelho afirmou que Ruan “jamais compareceu anteriormente às dependências da instituição” e que nunca manteve contato com direção, coordenação ou funcionários da escola.

A manifestação ocorre após uma testemunha relatar, durante entrevista ao programa Café com Notícias, que o padrasto do adolescente de 13 anos responsável pelos disparos teria ido à escola dias antes do atentado para reclamar de supostos episódios de bullying sofridos pelo enteado.

Defesa diz que padrastro não procurou a escola antes de tiroteio

Segundo o depoimento, a servidora Raquel Sales, uma das vítimas do ataque, teria contado que Ruan afirmou que, caso a situação não fosse resolvida pela escola, ele “resolveria sozinho”. Ainda conforme a testemunha, o advogado teria dito que, por o adolescente ser menor de idade, “não daria em nada”.

Na nota, a defesa afirma que a única vez em que Ruan esteve fisicamente no colégio foi no dia do ataque e sustenta que “inexiste qualquer registro legítimo de visitas, reuniões, advertências ou comunicações anteriores envolvendo sua pessoa”.

O texto também diz que Ruan nunca teve conhecimento de possíveis episódios de bullying envolvendo o adolescente e, por isso, jamais teria feito reclamações, ameaças ou intimidações contra integrantes da instituição.

A defesa acrescenta ainda que eventuais dúvidas podem ser esclarecidas por meio da análise das câmeras de segurança e dos registros de acesso da escola. Segundo a nota, caso exista qualquer anotação utilizando o nome de Ruan em registros escolares anteriores, isso teria ocorrido sem seu conhecimento ou autorização.

O ataque ocorreu dentro do Instituto São José e terminou com a morte das servidoras Alzenir Pereira da Silva e Raquel Sales, que tentaram proteger estudantes e funcionários durante os disparos.

Além das duas vítimas fatais, uma funcionária atingida no pé e uma estudante de 11 anos baleada na perna ficaram feridas. Ambas receberam atendimento médico e já tiveram alta.

O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil.

Confira a nota na íntegra

“Em razão das informações divulgadas nesta reportagem, a defesa vem a público esclarecer que o senhor Ruan de Mesquita Amorim jamais compareceu anteriormente às dependências da instituição de ensino mencionada — no caso, o Instituto São José — tampouco manteve qualquer contato com servidoras, direção, coordenação ou quaisquer funcionários da escola.

Esclarece ainda que a única ocasião em que esteve fisicamente no colégio ocorreu no fatídico dia dos acontecimentos, e inexiste qualquer registro legítimo de visitas, reuniões, advertências ou comunicações anteriores envolvendo sua pessoa.

O senhor Ruan de Mesquita Amorim também nunca teve conhecimento de supostos episódios de bullying envolvendo o adolescente, razão pela qual jamais realizou reclamações, ameaças ou intimidações contra qualquer integrante da instituição escolar, conforme equivocadamente sugerido em manifestações atribuídas à escola.

A defesa ressalta que tal narrativa pode ser facilmente afastada por meio da análise dos circuitos externos e internos de segurança da instituição, bem como pelos registros formais de acesso e identificação de visitantes. Caso exista qualquer anotação, menção ou cadastro contendo o nome do senhor Ruan de Mesquita Amorim em registros escolares pretéritos, desde já se esclarece que eventual utilização de seu nome por terceiros ocorreu sem seu conhecimento, autorização ou participação.

O senhor Ruan de Mesquita Amorim permanece integralmente à disposição das autoridades competentes, colaborando com as investigações e confiando plenamente na apuração técnica, imparcial e responsável dos fatos. A defesa reafirma seu compromisso com a verdade, com o devido processo legal e com o esclarecimento completo dos acontecimentos.”

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