O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta quarta-feira (6) que está proibida a criação de novos benefĂcios a juĂzes e membros do MinistĂ©rio PĂşblico apĂłs a decisĂŁo da Corte que limitou o pagamento dos penduricalhos.
No dia 25 de março, por unanimidade, os ministros do Supremo decidiram que as indenizações adicionais, gratificações e auxĂlios deverĂŁo ser limitados a 35% do valor do salário dos integrantes da Corte, que tem o teto como referĂŞncia e Ă© equivalente a R$ 46,3 mil.
NotĂcias relacionadas:Confira penduricalhos cortados e mantidos apĂłs decisĂŁo do Supremo.STF decide limitar pagamento de penduricalhos no Judiciário e MP .Contudo, apĂłs a decisĂŁo, diversos tribunais passaram a criar novos benefĂcios que nĂŁo foram autorizados pela Corte na decisĂŁo que limitou os penduricalhos.
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No despacho proferido hoje, Dino disse que diversas reportagens jornalĂsticas revelaram a criação de novos benefĂcios e que o pagamento ilegal pode gerar a responsabilização de quem liberar os recursos.
“Em virtude de inĂşmeras notĂcias veiculadas pela mĂdia, estĂŁo absolutamente vedados a criação, a implantação ou o pagamento de quaisquer parcelas de caráter remuneratĂłrio ou indenizatĂłrio, sob qualquer rubrica, inclusive que tenham sido implantadas apĂłs o julgamento, sob pena de responsabilidade penal, civil e administrativa”, afirmou o ministro.
Os ministros Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes também assinaram a decisão de Dino sobre os penduricalhos. Eles também foram relatores de ações no STF para derrubar os penduricalhos.
Dino tambĂ©m determinou que os presidentes de tribunais, o procurador-geral da RepĂşblica, o advogado-geral da UniĂŁo, alĂ©m de procuradores estaduais e defensores pĂşblicos, sejam notificados sobre a proibição de criação de novos benefĂcios.
Após a decisão do Supremo, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), principais órgãos administrativos do Judiciário e do MP, aprovaram uma resolução na qual também autorizaram o pagamento de penduricalhos que haviam sido proibidos pelo Supremo.
ConteĂşdo reproduzido originalmente em: Agencia Brasil por AndrĂ© Richter – RepĂłrter da AgĂŞncia Brasil


