O velório de Raquel Sales Feitosa, de 37 anos, uma das vítimas do ataque a tiros no Instituto São José, tem sido marcado por relatos de dor e indignação. Professor da vítima no curso de enfermagem, Arialdo Santana destacou a dedicação dela aos estudos e classificou a atuação no momento do crime como um ato de coragem.
Raquel estava no 7º período de enfermagem pela Universidade Paulista (Unip) e conciliava a rotina de trabalho na escola com as aulas à noite. Segundo o professor, ela já se preparava para concluir o curso ainda neste ano.
“Então, o sentimento é de tristeza e de revolta pelo acontecido, uma situação que a gente jamais esperava que acontecesse na nossa instituição. E a Raquel era uma menina muito dedicada, trabalhava durante o dia e à noite era aluna de enfermagem”, afirmou.
A universidade funciona no mesmo espaço do Instituto São José, o que fazia parte da rotina da vítima. Arialdo Santana relatou que acompanhava a trajetória acadêmica de Raquel desde o início da graduação.
“Eu dou aula no curso de enfermagem pela instituição que funciona também lá dentro do instituto. Então o sentimento da gente é de muita tristeza e de revolta”, disse.
O professor também comentou sobre as circunstâncias do ataque e apontou que a ação de Raquel pode ter evitado consequências ainda mais graves.
“A Raquel ainda foi heroína, porque se ela não faz essa intervenção e arrisca a sua própria vida, a gente estava chorando aqui a morte de várias crianças, com certeza”, declarou.
Raquel foi atingida durante o ataque registrado na tarde de terça-feira (5) dentro da unidade de ensino, em Rio Branco. Ela trabalhava como supervisora de corredor e morreu ainda no local. O caso segue sob investigação.
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