O mundo dos colecionáveis esportivos sofreu um abalo sísmico nesta quinta-feira (7). A FIFA anunciou oficialmente que a Fanatics será a nova responsável pelos álbuns de figurinhas da Copa do Mundo, encerrando uma união histórica de mais de 60 anos com a italiana Panini.
A mudança, que marca o fim de uma tradição iniciada em 1970, passará a valer integralmente a partir de 2031.
A nova parceira utilizará a marca Topps para produzir itens físicos e digitais, prometendo revolucionar a forma como os torcedores interagem com os craques do mundial.
O que muda para o colecionador?
Embora o álbum da Copa de 2026 continue sob o selo da Panini, a transição já começa a mostrar sinais de inovação tecnológica. Segundo o presidente da FIFA, Gianni Infantino, a Fanatics trará o conceito de “experiência integrada”.
Uma das grandes novidades são os cards autografados com patch de estreia. Funciona assim: o jogador usa um patch especial em sua camisa durante a primeira partida na Copa. Após o jogo, o tecido é removido, autenticado e inserido em um card físico colecionável com a assinatura do atleta.
Essa iniciativa já deve aparecer em ativações especiais na final de 2026, em Nova York/Nova Jersey.
O legado da Panini e o futuro com a Topps
A Panini foi a face da Copa do Mundo para gerações de brasileiros. Com exceção de 1994, a empresa esteve presente em todos os álbuns desde a edição do México, em 1970. O atual álbum de 2026 é o maior da história, com 980 figurinhas e 48 seleções, servindo como uma despedida de luxo para a fabricante.
A partir de 2031, a meta da Fanatics é globalizar o engajamento. O acordo prevê a distribuição de mais de 150 milhões de dólares em itens colecionáveis para crianças ao redor do mundo, focando tanto no mercado físico quanto no crescente setor de NFTs e cards digitais.
Calendário de Transição:
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2026: Álbum produzido pela Panini (já disponível).
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2030: Última Copa sob contrato da Panini.
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2031: Início oficial da era Fanatics/Topps em torneios FIFA.