A disputa pela preservação e modernização do catálogo de Elis Regina escalou para o campo pessoal. O produtor João Marcello Bôscoli, filho mais velho da “Pimentinha”, rebateu publicamente as críticas de seu ex-padrasto, o pianista César Camargo Mariano, sobre a remasterização do icônico álbum Elis 73.
Mágoas do Passado
Durante o evento “Prosa no Fino”, em São Paulo, João Marcello relembrou o trauma vivido após o falecimento da mãe em 1982.
“Eu perdi minha mãe em uma terça e perdi minha família inteira em uma quinta, porque ele foi buscar os filhos dele sem eu estar em casa”, desabafou o produtor, referindo-se aos irmãos Maria Rita e Pedro Mariano.
João criticou a postura de César, afirmando que o músico “fala demais” e que a prioridade deve ser manter o nome de Elis em evidência para evitar o esquecimento, citando exemplos como Nara Leão e Elizete Cardoso.
Com informações do Metrópoles.
A Polêmica do “Elis 73”
O estopim da briga foi a nova versão do disco de 1973, relançado pela Universal Music Brasil com novas orquestrações assinadas por João. César, que foi o arranjador original, classificou as mudanças como um “desrespeito”, afirmando que o trabalho original foi “jogado no lixo”. O pianista chegou a enviar uma notificação extrajudicial à gravadora.
Futuro: Elis e Inteligência Artificial
Apesar do imbróglio, João Marcello revelou que o trabalho de preservação continua. Para novembro de 2026, está previsto um novo álbum de Elis Regina com uma faixa inédita produzida com Inteligência Artificial. O projeto contará com a participação do lendário pianista americano Herbie Hancock, que tocará “ao lado” de Elis em uma colaboração tecnológica histórica.