A organização do Globo de Ouro anunciou, nesta sexta-feira (8/5), uma atualização profunda em seu regulamento para lidar com a ascensão da Inteligência Artificial (IA) na indústria do entretenimento.
As novas diretrizes estabelecem um limite claro: a tecnologia é bem-vinda como ferramenta de apoio, mas produções que substituírem o talento humano central serão desclassificadas.
De acordo com o novo texto, uma obra não será automaticamente eliminada por usar IA generativa, desde que a “direção criativa humana e o julgamento artístico” permaneçam como os pilares do projeto.
O veto absoluto nas categorias de atuação
Se nas áreas técnicas a IA ganhou sinal verde como suporte, o rigor é máximo nas categorias de atuação. O Globo de Ouro definiu que performances “substancialmente geradas ou criadas por IA” não são elegíveis.
Além disso, a premiação proibiu o uso não autorizado de:
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Réplicas de voz;
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Aparência digital;
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Dados biométricos de artistas.
Mesmo que um ator esteja creditado, se a produção utilizar sua imagem ou voz de forma indevida através de ferramentas digitais, o projeto poderá ser excluído da competição.
Com informações do Metrópoles.
Mudanças para filmes brasileiros e podcasts
As novidades não param na tecnologia. O Globo de Ouro também facilitou o caminho para produções internacionais, o que beneficia diretamente o cinema brasileiro. Agora, filmes em língua não inglesa ou obras independentes poderão disputar categorias individuais de atuação mesmo que não estejam inscritos na categoria de Melhor Filme.
No setor de áudio, a categoria de Podcasts terá uma curadoria baseada em métricas de desempenho. Os indicados serão extraídos de uma lista dos 30 melhores podcasts definidos pela empresa Luminate, garantindo que o sucesso de audiência e crítica seja refletido na premiação.
Com essas mudanças, o Globo de Ouro tenta se antecipar aos dilemas éticos que marcaram as greves de roteiristas e atores em anos anteriores, reafirmando o compromisso com o “toque humano” na sétima arte.

