Domingos Soares Freire, de 50 anos, foi encontrado morto na tarde desta sexta-feira (8), dentro da própria residência, localizada na Travessa Céu Azul, com acesso pelo Ramal do Canil, na região da Vila Acre, no Segundo Distrito de Rio Branco.
Segundo informações repassadas por familiares, Domingos morava sozinho no imóvel, enquanto uma irmã residia em uma casa ao lado. Preocupada por não ter notícias do irmão, a mulher decidiu ir até a residência para verificar como ele estava. Ao entrar no imóvel, encontrou Domingos caído na cozinha, já sem sinais vitais, com várias perfurações no pescoço e em outras partes do corpo.
Ao lado do corpo, havia um terçado, objeto que, segundo as primeiras informações, pode ter sido utilizado para provocar os ferimentos.
A Polícia Militar foi acionada e, ao chegar ao local, constatou a gravidade da ocorrência. Em seguida, uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi chamada e apenas pôde atestar o óbito da vítima.
A área foi isolada para os trabalhos da perícia criminal. De acordo com as informações preliminares, não foram encontrados indícios imediatos da presença de outra pessoa na cena, o que reforça, inicialmente, a hipótese de que a própria vítima tenha provocado os ferimentos.
Nossa reportagem conversou com familiares de Domingos, que relataram que ele vinha enfrentando um quadro de sofrimento emocional nos últimos meses, além de apresentar problemas psiquiátricos. Segundo os parentes, a vítima também fazia uso frequente de bebidas alcoólicas e entorpecentes.
Os familiares afirmaram ainda que, recentemente, Domingos demonstrava comportamento cada vez mais recluso e estava bastante envolvido com redes sociais.
Após os procedimentos periciais, o corpo foi removido por agentes do Instituto Médico Legal (IML) e encaminhado à sede do órgão, onde passará por exames cadavéricos que deverão esclarecer as circunstâncias da morte.
Agentes da equipe de pronto emprego da Polícia Civil também estiveram no local realizando os primeiros levantamentos para descartar a possibilidade de homicídio. O caso seguirá sob investigação da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).