Um detalhe angustiante marca a despedida do piloto Wellington de Oliveira Pereira, de 34 anos, vítima de um acidente aéreo em Belo Horizonte nesta segunda-feira (4). Ao assistir à notícia da queda de um avião pela televisão, sua irmã, Keli Pereira, enviou uma mensagem em tom informal, na esperança de descartar qualquer envolvimento do familiar: “Foi você não, né?”.
O Pressentimento e a Confirmação
Sem saber que o irmão estava escalado para voar naquele dia, Keli tentou contato por mensagem e, diante do silêncio, por ligação. Pouco tempo depois, a família recebeu a confirmação de que Wellington era quem comandava a aeronave que atingiu um prédio residencial na capital mineira.
O acidente ocorreu logo após a decolagem. Momentos antes do impacto, o piloto chegou a relatar à torre de controle que enfrentava sérias dificuldades para ganhar altitude. Apesar da oferta de prioridade para retorno imediato à pista, o avião não conseguiu subir e acabou caindo.
Sonho de Voar e Despedida
Wellington era natural do Paraná, mas residia atualmente na Bahia com a esposa e o filho. Músico na Congregação Cristã no Brasil, onde tocava flauta, ele estava focado na formação para voos comerciais. Segundo a irmã, pilotar era a grande paixão de sua vida: “Ele sempre falou que se morresse voando, ia morrer feliz”, relembrou.
O corpo do piloto foi liberado pelo Instituto Médico Legal (IML) e será transladado para o Paraná. O velório e o sepultamento estão programados para ocorrer no Cemitério Municipal de Munhoz de Mello.
Investigações
As causas do acidente agora estão sob análise do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA), da Força Aérea Brasileira. Paralelamente, a Polícia Civil de Minas Gerais instaurou um inquérito para apurar as circunstâncias e eventuais falhas técnicas ou humanas que levaram à tragédia, que resultou em três mortes e dois feridos.

