O presidente da Câmara Municipal de Rio Branco, Joabe Lira, confirmou nesta terça-feira (5) que tentou deixar o União Brasil durante a janela partidária para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), mas não conseguiu a liberação da sigla.
Segundo o vereador, a articulação previa sua filiação ao PSDB, partido que abrigou o ex-prefeito Tião Bocalom na disputa pelo governo e com quem mantém aliança política há anos. Joabe integrou o alto escalão da gestão de Bocalom durante todo o primeiro mandato do ex-prefeito.
Ele afirmou que a decisão de tentar sair do União Brasil ocorreu diante da falta de garantias sobre a viabilidade de uma candidatura competitiva dentro da legenda. Joabe destacou ainda o cenário interno do partido, que se federalizou com o Progressistas e reúne atualmente 12 deputados com mandato, formando o que tem sido chamado de “chapão da morte”.
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“A gente sabe que é um grupo muito forte, com muitos deputados com mandato, então isso pesa”, indicou.
O União Brasil integra a base de apoio da governadora Mailza Assis, enquanto Joabe está politicamente ligado ao grupo de Tião Bocalom, o que também influencia o cenário de articulações. Contudo, ele ressaltou que não estaria sendo ‘punido’ pelo partido por justamente apoiar o ex-prefeito. “Eu já acompanho o Bocalom há muito tempo. Não é de agora”, disse.
Sem a liberação, o vereador afirmou que, por enquanto, permanece na legenda. Ele disse que o momento é de diálogo com o grupo político para definir os próximos passos.
“Até agora não teve liberação, o partido negou. Agora é conversar com o grupo e ver o que vai ser feito”, declarou.


