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Lula lança plano de R$ 11 bilhões contra o crime organizado e mira facções

Por Redação ContilNet

Operação mira arrecadação de mensalidades ligada ao crime organizado

Governo federal destina R$ 11 bilhões para novas tecnologias e inteligência no combate às organizações criminosas | Foto: Ascom

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lança, nesta terça-feira (12), o programa Brasil Contra o Crime Organizado, um pacote estratégico que prevê o investimento de R$ 11 bilhões em segurança pública. A iniciativa busca desarticular as bases econômicas e operacionais de facções criminosas que, segundo o governo, hoje operam com estruturas semelhantes a multinacionais.

Do total anunciado, R$ 1 bilhão será oriundo diretamente do Orçamento da União, enquanto a maior fatia, R$ 10 bilhões, será disponibilizada via empréstimo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para que os estados invistam em suas forças de segurança.

O programa será formalizado por meio de um decreto presidencial e estruturado em quatro frentes principais:

  1. Asfixia financeira: Foco total em destruir o caixa das facções e impedir a lavagem de dinheiro.

  2. Sistema prisional: Fortalecimento da segurança e controle das unidades carcerárias.

  3. Homicídios: Qualificação da investigação para elevar os índices de esclarecimento de mortes violentas.

  4. Tráfico de armas: Intensificação do combate à entrada de armamento ilegal no país.

Em falas recentes, o presidente destacou a gravidade da situação, afirmando que o crime organizado conseguiu se infiltrar em setores estratégicos da sociedade, como o futebol, o meio empresarial e até no Poder Judiciário. “Precisamos destruir o potencial financeiro do crime organizado e das facções”, declarou Lula, reforçando a necessidade de cooperação internacional, tema que também foi pauta de sua última reunião com o presidente dos EUA, Donald Trump.

Para acessar a fatia bilionária do BNDES, as unidades federativas precisarão aderir formalmente ao programa e cumprir as diretrizes estabelecidas pelas portarias ministeriais.

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