Moradora da zona rural de Sena Madureira, a agricultora Andrea, tem passado por diversos desafios para garantir o tratamento e a qualidade de vida do filho Pedro Erick, de 9 anos, diagnosticado com paralisia cerebral e epilepsia. AlĂ©m disso, segundo a mĂŁe o BenefĂcio
Prestação Continuada (BPC) foi suspenso apĂłs ela assumir um trabalho temporário, mesmo depois do encerramento do vĂnculo empregatĂcio.
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De acordo com a famĂlia, a Justiça reconheceu o direito de Pedro Erick ao benefĂcio e houve decisĂŁo favorável para a retomada do pagamento, porĂ©m atĂ© o momento, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) ainda nĂŁo teria regularizado a situação.Â
Diante do caso, o diretor nacional de PolĂticas PĂşblicas da Rede ObservatĂłrio BPC e coordenador estadual da entidade no Acre, Samoel Andrade, informou que encaminhou ofĂcios ao MinistĂ©rio da PrevidĂŞncia Social e Ă PresidĂŞncia do INSS solicitando análise urgente da situação.
“Pedimos respeito Ă decisĂŁo judicial e atenção humanitária Ă situação da famĂlia”, afirmou.
Segundo ele, a rede também iniciou uma mobilização para ajudar na aquisição de uma cadeira de rodas adequada para Pedro Erick. “A mobilidade é essencial para a dignidade e qualidade de vida dele”, destacou.
Samoel ressaltou que situações semelhantes tĂŞm sido frequentes entre famĂlias beneficiárias do BPC. “Infelizmente, casos como esse nĂŁo sĂŁo isolados. Muitas famĂlias vivem situações parecidas, enfrentando burocracia, demora, revisões injustas e abandono, mesmo quando falamos de crianças com deficiĂŞncia severa e permanente”, declarou.
O representante afirmou que o objetivo da mobilização Ă© ampliar a visibilidade dessas famĂlias e reforçar a necessidade de polĂticas pĂşblicas mais humanas e eficientes voltadas Ă s pessoas com deficiĂŞncia e mĂŁes atĂpicas.



