A ex-deputada federal Jéssica Sales não quer ser vice de Mailza na disputa pelo Governo em 2026. É o que apurou a reportagem do ContilNet junto a fontes palacianas e lideranças de dentro do próprio MDB — partido que tem o poder, dado pela governadora, de indicar quem vai ocupar a vaga na chapa.
O que se discutia há algumas semanas era que a filha de Vagner (presidente do MDB) e Antonia Sales voltaria a disputar uma vaga na Câmara Federal. Mas, no início de abril, ela usou seu perfil nas redes sociais para negar as especulações e ainda mandou uma indireta.
“Não autorizo ninguém a falar em meu nome. Já deixei claro publicamente que não sou candidata a deputada federal. Qualquer narrativa diferente disso é especulação. Faço política com posição e responsabilidade”, declarou a emedebista.
Falou, falou e não disse coisa nenhuma
A declaração de Jéssica não ajudou em nada a esclarecer a situação em torno de sua indicação para ser vice de Mailza, mesmo tendo o apoio de quase todo o seu partido, especialmente de sua família, para assumir a vaga.
O seu recrudescimento, quase sepulcral, parece mais resistência e desinteresse pelo convite do que “tempo para amadurecer a ideia”. E essa demora tem prejudicado mais a sua própria imagem e a campanha de Mailza, que parece estar em um esforço solitário e unilateral para obter essa resposta e botar o time em campo.
Se Jéssica será vice ou candidata a deputada federal, o futuro é quem dirá.
Vagner mudou o tom
Vagner, o leão do Juruá, parece ter mudado o tom da conversa nas últimas semanas sobre o assunto. Antes, ele tentava justificar com mais frequência o silêncio da filha.
Nesta semana, em entrevista ao ContilNet, o ex-prefeito de Cruzeiro do Sul foi mais direto sobre a situação ao ser questionado sobre a chance de Jéssica se candidatar a deputada: “Ela [Jéssica] pode ser candidata a tudo, inclusive a nada”.
Por um lado, a pequena tem razão
Embora considere que esse recrudescimento de Jéssica mais a prejudique do que qualquer outra coisa, ela — que já foi uma das melhores parlamentares do Acre —, por um lado, tem razão se quiser lançar seu nome na disputa pela Câmara. Perdeu as últimas eleições para a Câmara devido ao quociente eleitoral, já que voto teve de sobra. Foi uma das mais votadas.
Se sonha com isso, deve correr atrás, com a garra que sempre teve. Não deve deixar que escolham por ela em nome do fortalecimento do partido.
O Palácio já tem um plano B
Mesmo que Jéssica não aceite o desafio de ser vice, segue com o MDB o papel de indicar um nome para a vaga. O plano B do partido seria o ex-prefeito de Rio Branco, Marcus Alexandre, que já demonstrou interesse por uma vaga na Aleac.
“O governo e o MDB podem movimentar uma força-tarefa para convencê-lo”, disse uma liderança do glorioso.
E um plano C…
O plano C do partido e de Mailza é o ex-secretário de Educação e coordenador-geral da pré-campanha da governadora, o professor Aberson Carvalho, que está filiado ao MDB desde o prazo da janela eleitoral deste ano.
Aberson, que prefere não tratar do assunto publicamente, deixou o Progressistas e se filiou em vão ao partido? De jeito nenhum. Inclusive, figuras ligadas à governadora afirmam aos quatro ventos que ele seria o “vice perfeito” e alguém de extrema confiança da chefe do Executivo estadual.
Com isso, nem Mailza nem o MDB perderiam.
Vamos ver no que vai dar. “Em redor do buraco, tudo é beira”!



