Karina de Oliveira Gomes revelou suspeitas de que a outra filha do casal, uma menina autista de 12 anos, também tenha sido vítima de tortura na casa do pai.
A dor de enterrar um filho ganhou contornos ainda mais traumáticos para Karina de Oliveira Gomes. Durante o velório do pequeno Kratos Douglas, de 11 anos, realizado em Bauru (SP), a mãe afirmou ter identificado lesões que não condizem com o procedimento de autópsia, mas sim com agressões físicas graves.
“Tinha uma marca de corrente no rosto e na cabeça. Havia pontos e não eram da autópsia. Dava para ver que eram de uma corrente”, desabafou Karina ao Metrópoles. O menino foi encontrado morto na última segunda-feira (11/5), na casa do pai, na zona leste de São Paulo, onde vivia em condições sub-humanas.
Nova Suspeita: Irmã Autista em Risco
Ainda em estado de choque e sob efeito de medicamentos, Karina levantou um alerta urgente sobre a integridade de sua outra filha, uma menina de 12 anos com autismo. A criança também vivia na residência sob o controle de Chris Douglas (pai), da madrasta e da avó paterna.
De acordo com o relato da mãe, a menina apresentava sinais visíveis de desnutrição e pode ter sido submetida ao mesmo regime de tortura com correntes aplicado a Kratos. A Polícia Civil agora investiga se a adolescente também era acorrentada sistematicamente.
STATUS DOS ENVOLVIDOS (TABELA)
| Suspeito | Relação com a Vítima | Status Judicial |
| Chris Douglas | Pai | Preso (Confessou o uso de correntes) |
| Camilla Barbosa | Madrasta | Presa (Suspeita de tortura e omissão) |
| Aparecida Gonçalves | Avó Paterna | Presa (Suspeita de tortura e omissão) |
Qual foi a justificativa do pai para acorrentar o filho?
Em depoimento, Chris Douglas afirmou que acorrentava Kratos apenas para “impedi-lo de ir à rua”, negando outras formas de tortura. No entanto, as marcas encontradas no corpo contradizem a versão.
A criança frequentava a escola?
Não. Kratos Douglas não estava matriculado em nenhuma instituição de ensino e apresentava sinais graves de desnutrição no momento em que foi encontrado pelo SAMU.
O que acontece agora com a irmã de Kratos?
A menina de 12 anos foi resgatada e está sob proteção das autoridades. Passará por exames periciais para confirmar se também sofreu agressões físicas e tortura.
O depoimento da mãe reforça a tese da polícia de que o ambiente doméstico era uma central de abusos continuados. O caso segue sob investigação do 63º Distrito Policial (Vila Jacuí), que analisa câmeras de monitoramento da própria residência para entender a rotina da família.

