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Suspensão de lei que poderia beneficiar Bolsonaro gera forte reação política

Por Redação ContilNet

Suspensão de lei que poderia beneficiar Bolsonaro gera forte reação política

Ministro Alexandre de Moraes decide paralisar lei que reduz penas para condenados do 8 de janeiro/Foto: Reprodução

A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de suspender a Lei da Dosimetria provocou uma onda imediata de reações políticas em Brasília. A legislação, promulgada pelo Senado nesta sexta-feira (8), prevê a redução de penas para os condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023, podendo beneficiar diretamente o ex-presidente Jair Bolsonaro.

A Decisão Judicial

Moraes, relator de duas ações diretas de inconstitucionalidade contra a lei, decidiu de forma monocrática que a aplicação da nova regra deve aguardar a deliberação do plenário da Corte. Com isso, os efeitos da legislação ficam congelados até que o conjunto de ministros do STF decida se o texto respeita ou não a Constituição Federal.

Oposição Critica “Canetada”

Parlamentares de oposição reagiram com dureza à suspensão. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) classificou a medida como uma “canetada monocrática” que abala a democracia e desconsidera a vontade dos representantes do povo no Congresso. Na mesma linha, o líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), defendeu urgência na votação de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para limitar o poder de ministros de suspenderem leis aprovadas pelo Legislativo de forma individual.

O ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), também criticou o que chamou de “ativismo judicial”, afirmando que tais decisões aprofundam a radicalização política e desviam o foco dos problemas reais da população.

Governistas Comemoram “Vitória da Democracia”

Por outro lado, a base de apoio ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva celebrou o bloqueio da lei. O ministro da Secretaria-Geral, Guilherme Boulos, afirmou que a decisão barra a tentativa de proteger “bandidagem e criminosos”. Já a deputada Gleisi Hoffmann (PT-PR) declarou que acordos para beneficiar Bolsonaro e seus aliados não podem estar acima da Constituição.

Líderes petistas, como o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), reforçaram que o Legislativo não pode atuar para beneficiar condenados por ataques ao Estado Democrático de Direito, classificando a suspensão como necessária para enfrentar tentativas de golpe com rigor.

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