O rock brasileiro está em luto. Morreu na noite desta quinta-feira (7/5), aos 73 anos, o guitarrista e compositor Luiz Carlini. O músico, que estava internado em um hospital de São Paulo, teve o falecimento confirmado pela família nas redes sociais. A causa da morte ainda não foi divulgada oficialmente.
Carlini não foi apenas um músico; ele foi o arquiteto sonoro de uma das fases mais criativas da música brasileira. Como líder da banda Tutti Frutti, ele foi o braço direito de Rita Lee em sua transição para o estrelato solo, participando ativamente da criação de obras-primas que atravessam gerações.
O solo que mudou o Brasil
Se existe um som que define o rock nacional dos anos 70, é o solo final de “Ovelha Negra”, composto e executado por Carlini. No álbum Fruto Proibido (1975), ele ajudou a moldar hinos como “Agora Só Falta Você” e “Esse Tal de Roque Enrow”, parcerias que consolidaram a “Rainha do Rock” como uma força imparável na indústria.
Além de sua conexão inseparável com Rita, Carlini foi um músico prolífico que emprestou seu talento para:
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Erasmo Carlos: Colaborações marcantes no rock de vanguarda.
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Guilherme Arantes: Recentemente, Carlini integrava a prestigiada turnê 50 Anos Luz.
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Camisa de Vênus: Contribuiu para a sonoridade crua e direta do grupo baiano.
Com informações do Metrópoles.
Um legado de influência
Para além dos palcos, Luiz Carlini era respeitado por sua técnica refinada e por ser um dos pioneiros no uso de efeitos e timbres que hoje são padrão na guitarra brasileira. Sua partida em 2026 deixa um vazio imenso na cena musical, mas seu legado permanece vivo cada vez que um fã coloca um disco do Tutti Frutti para rodar.
Em nota, a família agradeceu o carinho dos fãs e pediu privacidade neste momento de dor. Detalhes sobre o velório e sepultamento devem ser divulgados em breve.

