O Acre registrou aumento nos conflitos no campo durante 2025 e apareceu entre os estados da Região Norte com mais ocorrências desse tipo. Dados divulgados pela Comissão Pastoral da Terra (CPT) mostram que 72 conflitos por terra foram contabilizados no estado ao longo do ano, atingindo 7.371 famílias.
No ranking da região Norte, o estado ficou atrás apenas do Pará, Rondônia e Amazonas, superando o total registrado em 2024, quando o estado teve 59 casos de conflitos no campo.
Segundo o relatório “Conflitos no Campo Brasil 2025”, os conflitos por terra envolvem disputas relacionadas à posse, uso de áreas rurais e acesso a recursos naturais, como florestas e seringais.
Além das disputas por terra, o levantamento também identificou outros problemas no estado. Foram registrados dois casos de trabalho análogo à escravidão, com 19 trabalhadores resgatados, além de um conflito relacionado ao uso da água, que afetou cerca de 300 famílias.
Somando todos os tipos de ocorrências, o Acre teve 75 conflitos no campo em 2025, impactando mais de 30 mil pessoas.
O estudo ainda aponta diferentes formas de violência ligadas aos conflitos rurais. Entre os registros no Acre estão 906 ameaças de despejo, 2.750 tentativas de expulsão ou intimidação, mais de 1,8 mil bens destruídos, uma ocorrência de pistolagem, 4.333 invasões e dez ameaças de morte.
Em todo o Brasil, o relatório contabilizou 1.286 conflitos por terra em 2025. Apesar do número ainda alto, houve redução em comparação com 2024, quando foram registrados 1.768 casos. O país também teve 148 conflitos envolvendo água e 159 ligados a relações de trabalho, afetando mais de 855 mil famílias.
Confira o relatório completo no site oficial da Comissão Pastoral da Terra.


