Um servidor pĂșblico de Rio Branco decidiu recorrer Ă Justiça apĂłs acumular prejuĂzos superiores a R$ 20 mil em apostas online, em um caso que expĂ”e os impactos do vĂcio em jogos e levanta questionamentos sobre a responsabilidade das plataformas digitais.
De acordo com a ação, o trabalhador perdeu o controle da vida financeira e chegou a contratar um empréstimo de R$ 24 mil para continuar apostando. Com parcelas mensais acima de R$ 1.100, praticamente toda a renda passou a ser comprometida, restando pouco mais de R$ 350 para despesas båsicas.
A Defensoria PĂșblica sustenta que o servidor foi diagnosticado com ludopatia, transtorno caracterizado pelo comportamento compulsivo em jogos, alĂ©m de ansiedade, o que o coloca em situação de vulnerabilidade. Mesmo diante desse cenĂĄrio, a acusação aponta que a plataforma nĂŁo adotou mecanismos mĂnimos de controle, como limites de apostas ou bloqueios automĂĄticos.
Um dos episĂłdios mais crĂticos citados ocorreu quando o servidor transferiu R$ 13 mil de uma Ășnica vez, sem qualquer alerta ou restrição por parte do sistema. A situação agravou ainda mais o quadro de endividamento e motivou a busca por apoio jurĂdico.
AlĂ©m disso, a ação tambĂ©m questiona a falta de transparĂȘncia das empresas, jĂĄ que o histĂłrico completo das apostas nĂŁo teria sido disponibilizado ao consumidor. Entre os pedidos, estĂŁo a devolução dos valores, indenização por danos morais e o reconhecimento da responsabilidade da plataforma.
O caso reacende o alerta sobre o crescimento das apostas online no Brasil e os riscos associados, principalmente entre pessoas em situação financeira fragilizada ou com tendĂȘncia a comportamento compulsivo.

