O que antes era um desafio logístico histórico, hoje se torna uma das principais estratégias de saúde pública do estado: levar a mesa de cirurgia para mais perto do cidadão. O programa Opera Acre entra em uma fase intensiva neste mês de maio, com a previsão de realizar mais de 650 procedimentos eletivos em unidades da capital e do interior.
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De acordo com o cronograma da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre), apenas entre os dias 9 e 15 de maio, a estimativa é que 209 pacientes passem por procedimentos cirúrgicos em diferentes regionais. A meta é clara: reduzir as filas reprimidas e garantir que o paciente não precise enfrentar horas de estrada até Rio Branco para ter acesso ao cuidado especializado.
“O Acre possui desafios logísticos específicos. Ampliar esses atendimentos para as regionais significa aproximar o cuidado da população e garantir dignidade”, destacou o secretário de Saúde, José Bestene, reforçando que a ação atende a uma determinação da governadora Mailza Assis.
Foco nas Regionais: Juruá e Baixo Acre
A descentralização tem mostrado resultados expressivos na Regional do Juruá, onde estão previstas 112 cirurgias para esta semana.

Sesacre prevê 650 cirurgias eletivas em maio para reduzir filas/ Foto: Marcos Santos/Secom
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No Hospital da Mulher e da Criança do Juruá (HMCJ), em Cruzeiro do Sul, o foco são procedimentos ginecológicos de alta complexidade.
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Em Mâncio Lima, o Hospital Dr. Abel Pinheiro atenderá 72 pacientes em cirurgias gerais e ginecológicas.
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Já em Tarauacá, o Hospital Dr. Sansão Gomes terá 36 procedimentos.
Na Regional do Baixo Acre, a programação prevê 97 cirurgias. Enquanto a Fundhacre, na capital, foca em especialidades como oncologia, vascular e plástica reparadora, o Hospital Ary Rodrigues, em Senador Guiomard, mantém um ritmo contínuo com média de 70 atendimentos semanais em proctologia e cirurgia geral.
Impacto Social e Qualidade de Vida
Para a coordenadora do Opera Acre, Shirley Nascimento, a regionalização é a chave para reduzir o impacto social enfrentado pelas famílias. “Diminuímos o desgaste físico, emocional e financeiro enfrentado pelos pacientes. É uma questão de agilidade e resolutividade”, afirmou.
Além de desafogar as unidades de referência, a continuidade do programa busca evitar o agravamento clínico de pacientes que aguardam por procedimentos eletivos, consolidando uma política de saúde pública voltada para a inclusão e o fortalecimento do SUS em todo o território acreano.


