“Pare de orar por ele e denuncie”, diz pastora sobre agressĂ”es

Durante congresso em SC, Helena Raquel pede que vĂ­timas priorizem a prĂłpria vida e busquem ajuda imediata

Por Redação ContilNet 04/05/2026 às 20:18

Uma fala direta e incomum dentro de parte do meio evangĂ©lico colocou a violĂȘncia domĂ©stica no centro do debate. Durante o Congresso Internacional de MissĂ”es dos GideĂ”es, em CamboriĂș (SC), a pastora Helena Raquel fez um apelo pĂșblico para que mulheres em situação de agressĂŁo deixem o silĂȘncio e procurem proteção.

No discurso, a líder religiosa orientou que vítimas não permaneçam em relaçÔes abusivas sustentadas por medo, culpa ou pressão espiritual. A declaração ganhou repercussão após circular nas redes sociais, onde o vídeo foi amplamente compartilhado.

A pastora afirmou que a prioridade deve ser a preservação da vida. Em um dos trechos mais comentados, ela incentiva mulheres a interromperem a lógica de suportar agressÔes em nome da fé e a buscar ajuda imediata. A fala rompe com um padrão ainda presente em alguns contextos religiosos, onde a manutenção da família é colocada acima da segurança da vítima.

Ao tratar o tema de forma direta, a lĂ­der tambĂ©m questiona a tolerĂąncia histĂłrica a comportamentos abusivos dentro de relaçÔes conjugais. A mensagem reforça que violĂȘncia nĂŁo deve ser relativizada por argumentos espirituais ou culturais.

A repercussĂŁo foi imediata e dividiu opiniĂ”es. Parte do pĂșblico elogiou a postura e destacou a importĂąncia de abordar o tema de forma clara. Outros reagiram com crĂ­ticas, evidenciando o quanto o assunto ainda provoca tensĂŁo dentro de segmentos religiosos.

Apesar da divergĂȘncia, o episĂłdio amplia um debate necessĂĄrio sobre o papel das lideranças religiosas diante de casos de violĂȘncia domĂ©stica e a responsabilidade de orientar vĂ­timas de forma segura.

Casos de agressĂŁo devem ser denunciados. A Central de Atendimento Ă  Mulher funciona pelo nĂșmero 180 e oferece orientação gratuita e sigilosa. Em situaçÔes de emergĂȘncia, a recomendação Ă© procurar uma delegacia ou acionar a polĂ­cia.

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