Patroa que agrediu e torturou doméstica grávida é presa

Patroa que torturou doméstica grávida com arma na boca é presa no Piauí após pedido da OAB.

Por Redação ContilNet 07/05/2026 às 09:08

A Justiça deu um passo decisivo no caso que chocou o Maranhão e o Brasil. Carolina Sthela Ferreira dos Anjos presa nesta quinta-feira (07/05), em solo piauiense, após ser alvo de uma investigação por torturar e humilhar uma funcionária doméstica grávida de seis meses. O crime, ocorrido em Paço do Lumiar (MA), envolveu requintes de crueldade e o uso de arma de fogo.

De acordo com a Polícia Civil do Maranhão (PCMA), a agressora teria agido motivada por uma desconfiança de roubo de uma joia, acusação que culminou em uma sessão de tortura física e psicológica contra a vítima gestante.

Detalhes do crime: Coronhadas e arma na boca

O inquérito policial detalha que, no dia 17 de abril, Carolina, com o auxílio de um comparsa, rendeu a funcionária. Sob graves ameaças, a doméstica foi colocada de joelhos, agredida com coronhadas e teve uma arma inserida em sua boca como forma de “intimidação”.

  • Tortura Majorada: A condição de gestante da vítima agrava a tipificação do crime.

  • Conivência Investigada: Áudios obtidos pela polícia mostram Carolina vangloriando-se da agressão e afirmando que um policial militar conhecido a teria liberado no dia dos fatos, mesmo diante dos hematomas visíveis na vítima.

  • Prisão Preventiva: A medida foi expedida após pedido da OAB-MA, citando a “extrema gravidade dos fatos”.

Com informações do Metrópoles.

Defesa e Próximos Passos

Além da acusação de tortura, Carolina Sthela Ferreira dos Anjos responderá por lesão corporal dolosa, calúnia e ameaça. A defesa da vítima busca agora garantir a segurança da doméstica e a reparação pelos danos sofridos durante a gestação.

O comparsa que ajudou a segurar a vítima durante as agressões também está sob investigação. A prisão preventiva de Carolina visa garantir a ordem pública e impedir que a acusada interfira no andamento do processo, especialmente após os indícios de que ela possuía influências para evitar a punição inicial.

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