O piloto Edson, que ganhou destaque nesta semana após realizar um pouso de emergência no Rio Tarauacá, no município de Jordão, já havia sobrevivido a outro grave acidente aéreo no mesmo município há cerca de seis anos.
Na última quinta-feira (7), a aeronave pilotada por Edson apresentou falha durante o voo e precisou pousar dentro do rio, após decolar de Jordão. O avião transportava passageiros e, apesar do susto, ninguém morreu. Moradores da região ajudaram no resgate das vítimas, que tiveram apenas ferimentos leves.
O caso reacendeu lembranças de um outro acidente envolvendo o mesmo piloto, registrado em outubro de 2020, também em Jordão.
Na ocasião, Edson pilotava um avião monomotor que havia pousado na comunidade Novo Porto, às margens do Rio Muru, para deixar encomendas. Durante a decolagem, uma vaca atravessou a pista improvisada e acabou atingida pela aeronave.
Com o impacto, o avião perdeu o controle, saiu da pista e partiu ao meio após cair a poucos metros do local da decolagem. Além do piloto, estavam na aeronave o médico Robson Figueiredo e outro passageiro. Apesar da gravidade do acidente, todos sobreviveram. A vaca morreu no local.
Relatos publicados na época apontaram que vários animais invadiram a pista momentos antes da decolagem. Um dos passageiros contou que o piloto tentou erguer rapidamente a aeronave para evitar uma colisão ainda maior, mas o trem de pouso acabou atingindo um dos animais.
Dias antes do recente pouso forçado no Rio Tarauacá, um vídeo publicado nas redes sociais já mostrava o piloto relembrando acidentes anteriores vividos ao longo da carreira na aviação amazônica.
“Só foram 11 incidentes e acidentes, mas graças a Deus só um no garimpo que eu me machuquei. O resto foi tudo tranquilo”, relatou Edson no vídeo.
O piloto também mostrou uma imagem de Nossa Senhora Aparecida que, segundo ele, o acompanha há mais de 50 anos e permaneceu intacta após um acidente envolvendo a colisão de um urubu contra o para-brisa da aeronave.
Os dois episódios reforçam os desafios enfrentados diariamente por pilotos que atuam em regiões isoladas da Amazônia, onde pistas improvisadas, condições climáticas adversas e obstáculos inesperados fazem parte da rotina de voo no interior acreano.


