Pony, a orangotango que era usada como escrava sexual

Pony superou anos de abuso e hoje vive protegida em santuário florestal

Por Júlia, ContilNet 01/05/2026 às 17:57
Uma foto de Pony ainda no bordel (à esq.) ao lado de uma foto onde está já recuperada (à dir.) - Divulgação/Borneo Orangutan Survival Foundation

Em fevereiro de 2003, uma operação policial de alto risco na vila de Kareng Pangi, no centro da Indonésia, revelou uma realidade grotesca. Pony, uma jovem orangotango, era mantida em cativeiro em um bordel, onde era forçada a servir como “atração” para trabalhadores locais.

O Cenário do Abuso

Quando encontrada pela equipe da Borneo Orangutan Survival (BOS) Foundation, Pony apresentava sinais profundos de maus-tratos. O animal era mantido acorrentado a uma cama, com o corpo depilado e coberto por feridas e picadas de insetos. O resgate exigiu a presença de 35 policiais armados, pois a milícia local e os proprietários do bordel que lucravam com a exploração do animal resistiram violentamente à entrega de Pony.

A Longa Reabilitação

A recuperação física de Pony foi apenas o primeiro passo. O maior desafio foi o psicológico:

  • Desconfiança: Inicialmente, ela não conseguia confiar em humanos e apresentava comportamentos de extremo medo.

  • Perda de Instintos: Como foi capturada ainda filhote, Pony nunca aprendeu com sua mãe as habilidades básicas de sobrevivência, como procurar comida ou construir ninhos nas árvores.

Durante dez anos, Pony frequentou a “escola florestal” da fundação em Nyaru Menteng. Foram necessárias várias tentativas de reintrodução à natureza. Em muitas delas, ela retornava ao instituto por não conseguir competir por alimento ou por sofrer de desnutrição.

3. 🌿 Onde está Pony em 2026?

Hoje, aos 43 anos de idade (estimada), Pony vive em uma das ilhas de santuário da BOS Foundation. Embora não tenha sido possível uma libertação 100% autônoma em florestas abertas devido à gravidade dos traumas de sua infância, ela desfruta de uma vida sem correntes.

Pony vive em um ambiente de semiliberdade, onde é monitorada e recebe alimentação suplementar. Ela é descrita pelos cuidadores como um animal calmo, que gosta de socializar com outros orangotangos e que finalmente recuperou sua dignidade e saúde.

Conteúdo Original / Fonte: Redação ContilNet

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