A Polícia Rodoviária Federal (PRF) lançou, nesta terça-feira (5), a edição 2026 do Maio Amarelo, campanha nacional de conscientização para a segurança no trânsito.
Com o tema No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas, a iniciativa busca mobilizar motoristas e pedestres para reduzir acidentes, mortes e feridos nas rodovias do país.
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Dados da PRF mostram que, em 2025, foram registrados 72.483 sinistros de trânsito nas rodovias federais, com 6.044 mortes e 83.483 feridos.
Embora os três indicadores tenham apresentado redução em relação a 2024, os números ainda são considerados elevados. No mesmo período, o total de infrações chegou a 10.277.088, alta de 7,79%, o que evidencia, na avaliação da PRF, a persistência de condutas de risco.
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Conscientização
Para o diretor-geral da PRF, Fernando Oliveira, os dados reforçam a importância de campanhas de conscientização associadas à fiscalização.
“Cada sinistro é um alerta de que ainda há muito a ser feito. O Maio Amarelo não é apenas um marco no calendário institucional, mas um momento de mobilização e reforço de ações que ocorrem durante todo o ano”, disse.
Segundo ele, a redução de mortes nas rodovias federais em 2025 indica que políticas de prevenção podem trazer resultados, embora a tendência geral de crescimento dos acidentes exija continuidade das ações.
“Esperamos que, com o Maio Amarelo, consigamos também avançar na diminuição desses números”, afirmou.
Comportamento
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, destacou que a segurança viária depende de investimentos permanentes e mudança de comportamento.
“Vamos continuar investindo em tecnologia, inteligência policial e ações estruturantes de prevenção e fiscalização. Segurança viária é, antes de tudo, uma política de Estado”, afirmou.
O ministro também ressaltou a importância da educação como estratégia de longo prazo.
Segundo ele, o governo pretende ampliar a presença de conteúdos sobre trânsito na educação básica, em parceria com o Ministério da Educação, como forma de promover mudanças culturais e reduzir comportamentos de risco.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Agencia Brasil por Pedro Peduzzi – Repórter da Agência Brasil
