“Risada dela era única”, diz sobrinha sobre servidora morta em ataque

Tayla Albuquerque falou com emoção sobre a convivência

Por Suene Almeida, ContilNet 06/05/2026 às 10:59 Atualizado: há 1 minuto

Sob forte comoção, familiares e amigos se despedem nesta quarta-feira (6) de Alzenir Pereira da Silva, de 53 anos, vítima do ataque a tiros ocorrido no Instituto São José, em Rio Branco. Conhecida como “Zena”, a servidora é velada na casa da mãe, localizada na Rua Triunfo, no bairro Cidade Nova.

Durante o velório, a sobrinha Tayla Albuquerque falou com emoção sobre a convivência e o carinho que Zena tinha com a família. Em relato ao ContilNet, ela destacou a presença constante da tia no dia a dia e o amor dedicado aos filhos e netos.

“A Zena também era uma mãe. A tia Zena, ela sempre estava comigo, principalmente agora que a minha avó, a mãe dela tá doente, ela vinha aqui em casa um dia sim, outro não. Todos os domingos ela tava aqui fazendo almoço.

A sobrinha e afilhada contou, ainda, que Zena deixou dois filhos, um deles não conseguiu participar do velório.

“Ela tem um casal de filhos, tem seis netos, o sétimo tá para nascer agora, a filha dela tá grávida de 9 meses. O filho dela mais velho não mora aqui, tá desesperado lá onde ele mora, não vai conseguir vir porque só tem avião à noite e não ia dar tempo. A Zena era uma pessoa maravilhosa”, relatou.

Visivelmente abalada, Tayla também relembrou a alegria e o jeito acolhedor da tia, que, segundo ela, conquistava todos ao seu redor.

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“Eu não sei assim falar, porque quem conhece sabe que ela sempre estava sorrindo, sempre estava contente. Se você ver ali ela no caixão, vê que ela tá com semblante sereno, a gente vê o sorriso, ela tá quase sorrindo. A risada dela era única, a gente amava a risada dela”, disse.

A tragédia

Além de Zena, o ataque ao Instituto São José, ocorrido na tarde da última terça (5), deixou morta a servidora Raquel Sales. Conforme informações apuradas, Alzenir e Raquel tentaram conter a ação do adolescente de 13 anos responsável pelos disparos e proteger alunos e funcionários, mas acabaram sendo atingidas.

Após o atentado, as aulas nas redes pública e privada de Rio Branco foram suspensas até sexta-feira (8). Equipes do Samu, Polícia Militar, Polícia Civil, Delegacia de Homicídios e Instituto Médico Legal atenderam a ocorrência e seguem acompanhando as investigações.

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