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‘Saiu com tranquilidade e frieza’, diz servidora que teve contato com adolescente após tiroteio

Por Maria Fernanda Arival, ContilNet

'Saiu com tranquilidade e frieza', diz servidora que teve contato com adolescente após tiroteio

A professora da rede pública de ensino e secretária-geral do Sindicato dos Professores do Estado do Acre (Sinpro-AC), Débora Profeta, durante manifestação dos profissionais de Educação, relatou o breve contato com o adolescente autor dos tiros.

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“Ontem eu estava trabalhando, o Sinpro-AC, que fica aqui no centro da cidade, basicamente de fundos com o Instituto São José. Nós estamos a 200 metros da escola e no momento dos disparos, ouvi os disparos, pensei que fosse na praça, ao lado da Biblioteca Pública, ou seja, que fosse em frente ao prédio. Me assustei, fiquei muito chocada, a minha primeira reação foi de ficar parada, em choque, mas quando os tiros pararam, me levantei pra tentar entender o que tava acontecendo, chegando na recepção, o portão tava aberto e a secretária já vinha da rua muito assustada, muito abalada, chorando”, disse.

Débora conta que a secretária saiu do prédio pra fazer uma manobra com um carro. “Foi quando um rapaz, um adolescente, passou avisando ‘não saia daqui, não vai pra lá, duas pessoas foram mortas’, e ela me mostrou o rapaz fardado, o rapaz, que depois nós fomos saber quem era aquele rapaz que havia falado com ela, que seria justamente que provocou a situação toda e ele estava a caminho da PM pra se entregar, sem saber que era ele”, disse.

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'Saiu com tranquilidade e frieza', diz servidora que teve contato com adolescente após tiroteio

Adolescente se entregou à polícia/Foto: Reprodução

“Obviamente, ficamos sem compreender porque tanta tranquilidade e ele saindo daquela forma, mas muito estarrecidas. Tanto pela questão dos tiros, porque é como se estivesse na nossa frente, como pela frieza, quando descobrimos que aquela criança, porque é uma criança, 13 anos, vamos dizer assim, tinha sido o que tinha provocado toda a situação. Sinto-me triste, porque não só pela situação, mas porque as escolas estão paradas e nós vemos aqui um número reduzido de pessoas nesse ato público. Eu espero que pelo menos a educação se mobilize, desperte para esse momento, porque o problema não é de hoje, o problema já vem de décadas. É todo o sistema, é toda a sociedade, é toda a família, tudo desestruturado. Então é o momento da gente se posicionar”, disse Débora, que atua na rede pública desde 1992.

Um adolescente de 13 anos, aluno do Instituto São José, atirou contra quatro pessoas, sendo três funcionárias e uma aluna. As inspetoras Raquel Sales e Alzenir Pereira foram as vítimas fatais do ataque.

Após o tiroteio, o aluno se entregou no quartel geral da Polícia Militar do Acre, local próximo à escola.

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