A justiça dos Estados Unidos deu um passo decisivo em um caso que assombra o legado de um dos maiores nomes do rock mundial. Nesta terça-feira (5/5), o Tribunal Superior do Condado de Los Angeles confirmou que a ação movida contra Steven Tyler, líder do Aerosmith, seguirá para julgamento, com data marcada para o dia 31 de agosto.
A Acusação
O processo foi aberto por Julia Misley, que afirma ter vivido uma relação abusiva com o músico a partir de 1973, quando ela tinha apenas 16 anos. Segundo a denúncia, Tyler teria convencido a mãe da jovem a conceder a tutela legal para que ela pudesse morar e viajar com ele durante as turnês da banda pelo país.
Entre os pontos mais pesados do processo estão:
Com informações do Metrópoles.
-
Abuso e violência sexual recorrentes.
-
Sofrimento emocional intencional.
-
Pressão para interrupção de gravidez quando Julia tinha 17 anos.
O Próprio Livro como Prova
Um dos pontos cruciais da decisão da juíza Patricia Young foi o uso da autobiografia do cantor, “Does the Noise in My Head Bother You?”, como evidência. No livro, o próprio Tyler descreve detalhes do relacionamento e da tutela obtida. Embora a defesa tenha tentado usar a Primeira Emenda (liberdade de expressão) para derrubar as alegações, a juíza entendeu que os relatos escritos pelo artista são provas relevantes para o caso.
A defesa do vocalista sustenta que a relação foi consensual dentro do contexto legal da época, mas os advogados de Misley argumentam que o desequilíbrio de poder e a idade da vítima tornam qualquer “consentimento” nulo perante a lei atual.