A União Europeia (UE) oficializou, nesta terça-feira (12), a exclusão do Brasil da nova lista de países autorizados a exportar carne para o bloco econômico. A medida, que passa a valer em setembro, baseia-se na ausência de garantias brasileiras sobre o controle do uso de antimicrobianos na pecuária nacional.
De acordo com as autoridades de saúde de Bruxelas, o Brasil não apresentou dados suficientes que comprovem a fiscalização rigorosa de substâncias utilizadas para tratar ou prevenir doenças em animais. A legislação europeia é restritiva: proíbe medicamentos que acelerem o crescimento ou aumentem a produtividade e veta o uso pecuário de substâncias consideradas essenciais para a medicina humana.
A exclusão brasileira ocorre em um momento de alta tensão diplomática. Agricultores europeus têm pressionado governos locais contra a concorrência sul-americana, intensificada após a entrada em vigor provisória do acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul.
Embora o Brasil integrasse a lista de exportadores autorizados desde 2024, a renovação do status foi negada sob a justificativa técnica de segurança alimentar. No entanto, o bloco deixou aberta a possibilidade de reclusão do país, condicionada ao envio de novas informações e relatórios técnicos que atendam às exigências sanitárias do bloco.