A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) confirmou, neste domingo (10/5), a primeira morte por hantavírus registrada no Brasil em 2026. A vítima é um homem de 46 anos, morador de Carmo do Paranaíba, no Alto Paranaíba, que evoluiu para óbito após complicações da doença.
Segundo a pasta, o paciente apresentou os primeiros sintomas no início de fevereiro e morreu poucos dias depois. A infecção foi confirmada pela Fundação Ezequiel Dias (Funed), após investigação laboratorial. A Secretaria informou ainda que se trata de um caso isolado, sem relação com outros registros da doença no estado ou no país.
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De acordo com as autoridades de saúde, o homem tinha histórico de contato com roedores silvestres em área de lavoura, o que é considerado um dos principais fatores de risco para a transmissão da hantavirose.
A doença é causada por um vírus transmitido, principalmente, pela inalação de partículas presentes na urina, fezes ou saliva de roedores infectados. No Brasil, a forma mais grave é a Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus, que pode evoluir rapidamente para insuficiência respiratória e choque.
Os sintomas iniciais incluem febre, dores no corpo, dor de cabeça, dor abdominal e lombar. Em casos mais graves, pode haver falta de ar, tosse seca, aceleração dos batimentos cardíacos e queda da pressão arterial.
A SES-MG reforça que não existe tratamento específico para a hantavirose, sendo o atendimento baseado em suporte clínico intensivo e monitoramento hospitalar.
Com informações do Correio Braziliense



