Vereadora chora ao relatar medo de crianças após tragédia no São José

Ao lembrar das cenas registradas no dia do ataque, a parlamentar chorou

Por Matheus Mello, ContilNet 12/05/2026 às 10:11

A vereadora Lucilene Vale se emocionou durante a sessão desta terça-feira (12) na Câmara Municipal de Rio Branco ao comentar a tragédia ocorrida no Instituto São José, que resultou na morte de duas funcionárias e abalou o estado na última semana.

Ao lembrar das cenas registradas no dia do ataque, a parlamentar chorou ao falar sobre o impacto causado em estudantes, funcionários e familiares.

“Foi um dia muito triste. Um dia de dor, um dia de sentimento. A gente sabe a incerteza que é sair de casa para trabalhar e nunca mais o filho saber se aquela pessoa vai voltar”, declarou.

Durante o discurso, Lucilene relatou que recebeu diversas ligações de mães preocupadas com o retorno das crianças às aulas após o episódio.

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“As crianças estão com medo. Meu sobrinho mesmo disse: ‘tia, como é que eu vou para a minha escola? Porque teve um terror lá’. Então a gente fica pensando como essas crianças vão se adaptar novamente naquele ambiente”, afirmou.

A vereadora também falou sobre o impacto psicológico enfrentado pelos trabalhadores da instituição. Segundo ela, o local atingido pela tragédia fazia parte da rotina diária de professores e servidores.

“Como os funcionários vão encarar aquela realidade? Porque ali era um lugar onde eles conviviam todos os dias”, disse.

Lucilene ainda agradeceu às equipes que atuaram na ocorrência, citando profissionais da polícia, do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e do Instituto Médico Legal (IML).

“Quero parabenizar todas as equipes que estiveram ali naquele dia. Sabemos que foi uma coisa inesperada. Jamais alguém imaginaria que no dia 5 de maio aconteceria uma tragédia tão grande no nosso estado”, declarou.

Ao encerrar a fala, a parlamentar defendeu o fortalecimento de ações preventivas nas escolas, incluindo reforço na segurança e atenção à saúde mental.

“Eu acredito na prevenção dentro das escolas, em mais policiamento, mais vigilância e também na prevenção mental. Muitas vezes os sinais começam dentro de casa e ainda falta um olhar mais atento para isso”, concluiu

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