ViolĂȘncia contra idosos dispara no Acre; filhos sĂŁo os principais agressores

Houve um aumento progressivo no nĂșmero total de casos no Acre, saltando de 1.976 em 2019 para 3.010 em 2025

Por Everton Damasceno, ContilNet 02/05/2026 Ă s 17:00 Atualizado: hĂĄ 5 dias

A anĂĄlise do perfil da violĂȘncia no Acre entre 2019 e 2025 revela que a população idosa enfrenta riscos especĂ­ficos, com a violĂȘncia fĂ­sica sendo o principal agravo registrado. Segundo os dados da Secretaria de Estado de SaĂșde (Sesacre), divulgados nesta semana, esse tipo de agressĂŁo representa 56,3% de todas as notificaçÔes registradas para pessoas acima de 60 anos no estado.

Diferente de outras faixas etårias, onde os agressores são majoritariamente conhecidos ou familiares, o cenårio para os idosos apresenta uma particularidade preocupante: em 24,9% dos casos, o autor da agressão é identificado como desconhecido. Além disso, os filhos aparecem como os principais agressores familiares, sendo responsåveis por 15,2% das notificaçÔes, seguidos por desconhecidos com vínculo não especificado e outros parentes.

Tipos de violĂȘncia e locais de ocorrĂȘncia

AlĂ©m da prevalĂȘncia da força fĂ­sica, o boletim aponta que a negligĂȘncia e o abandono atingem 10,7% dos idosos notificados, enquanto a violĂȘncia psicolĂłgica ou moral responde por 9,6% dos registros. A residĂȘncia continua sendo o local onde a maioria das agressĂ”es Ă© consumada, evidenciando a fragilidade dos laços de cuidado em alguns nĂșcleos familiares.

Outro dado relevante refere-se ao uso de força fĂ­sica e ao meio de agressĂŁo: o envenenamento aparece em 11,2% das notificaçÔes gerais do estado, e a utilização de objetos perfurocortantes ou armas de fogo tambĂ©m compĂ”e as estatĂ­sticas de violĂȘncia interpessoal que vitimam os idosos acreanos.

Houve um aumento progressivo no nĂșmero total de casos no Acre, saltando de 1.976 em 2019 para 3.010 em 2025. Para a Sesacre, isso revela tanto o crescimento da violĂȘncia real quanto uma melhora na capacidade de vigilĂąncia e registro pelos profissionais de saĂșde. No entanto, a pasta alerta que a subnotificação ainda Ă© um desafio, especialmente em casos de violĂȘncia patrimonial e psicolĂłgica contra idosos, que muitas vezes nĂŁo chegam aos hospitais ou delegacias.

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