O sistema de segurança pĂșblica do Governo do Acre, que corresponde Ă s polĂcias Civil, Militar e Penal do Estado, alĂ©m do Instituto Socioeducativo (ISE), que cuida de menores infratores, e Corpo de Bombeiros, jĂĄ estĂŁo em fase de teste de uso de cĂąmeras corporais que podem vir a ser utilizadas na totalidade de seus agentes em serviço, um nĂșmero superior a trĂȘs mil pessoas.
A informação foi dada ao ContilNet pelo coronel JosĂ© AmĂ©rico Gaia, secretĂĄrio de Estado de Segurança PĂșblica, nesta terça-feira (28), mesmo dia em que o Governo Federal, atravĂ©s do MinistĂ©rio da Justiça, editou as regras gerais de uso dos equipamentos em todo o paĂs. O decreto estabelecendo as regras de uso foi assinado pelo ministro Ricardo Lewandoswiski, da Justiça e Segurança PĂșblica.

Os primeiros a terem as cùmeras ligadas no corpo de seus agentes são membros do Gefron/ Foto: Reprodução
Um das principais itens da regra Ă© que as forças estaduais nĂŁo sĂŁo obrigadas a seguirem as normas de imediato e podem atĂ©, se quiserem, ter autonomia para nĂŁo utilizar, “exceto se recorrerem Ă s verbas do governo federal para uso do equipamento”, afirmou o ministro. O governo do Acre jĂĄ utiliza os equipamentos em fase de testes hĂĄ mais de uma semana, informou o coronel Gaia.
Os primeiros a terem as cĂąmeras ligadas no corpo de seus agentes sĂŁo membros do Grupamento de Policiamento de Fronteira (Gefron), alĂ©m de homens da PolĂcia Militar. O teste vem sendo feito com pelo menos cem cĂąmeras cedidas pelo MinistĂ©rio da Justiça.
De acordo com o secretĂĄrio AmĂ©rico Gaia, cada ĂłrgĂŁo do sistema de segurança pĂșblica do Estado deve fazer uso do equipamento por um perĂodo de atĂ© 30 dias.

SecretĂĄrio de Segurança PĂșblica, AmĂ©rico Gaia/ Foto: Reprodução
“Ă o tempo em que poderemos avaliar, atravĂ©s de cada ĂłrgĂŁo, se o equipamento ajuda ou se melhora a prestação dos serviços. SĂł a partir desta avaliação Ă© que vamos decidir se vamos adotar ou nĂŁo o sistema”, disse o Coronel Gaia.
Se o Estado decidir se adotarĂĄ o sistema, as cĂąmeras serĂŁo adquiridas, compradas, ou em regime de aluguel, com recursos do Fundo Nacional de Segurança PĂșblica, jĂĄ disponĂvel e passando por estruturação exatamente para se adequar aos gastos com este novo equipamento. As cĂąmeras, quando adotadas, devem ser ligadas em 16 circunstĂąncias das açÔes dos agentes de segurança.
Segundo as regras, as cĂąmeras devem ser ligadas quando houver:
1 – atendimento de ocorrĂȘncias;
2 – em atividades que demandarem atuação ostensiva, seja ordinĂĄria, extraordinĂĄria ou especializada;
3 – identificação e checagem de bens;
4- buscas pessoais ou veiculares ou domiciliares;
5 – açÔes operacionais, inclusive naquelas em que envolvam manifestaçÔes, controle de distĂșrbios civis, interdiçÔes ou reintegração de posses;
6 – cumprimento de determinação de autoridades policiais ou judiciais e de mandados judiciais;
7 – perĂcias externas;
8 – atividades de fiscalização ou vistoria tĂ©cnica;
9 – açÔes de buscas, salvamento e resgate;
10 – escolta e custodiados;
11 – em todas as interaçÔes entre custodiados e policiais, dentro ou fora do ambiente prisional;
12 – durante as rotinas carcerĂĄrias, inclusive no atendimento de visitantes e advogados;
13 – intervençÔes e resoluçÔes de crise, motins e rebeliĂ”es no sistema prisional;
13 – situação de oposição Ă atuação policial, de potenciais confrontos e uso da força fĂsica;
15 – sinistros de trĂąnsito; e
16 – patrulhamento preventivo e intensivo, ou execução de diligĂȘncias de rotina em que ocorram ou possam ocorrer prisĂ”es, atos de violĂȘncia, lesĂ”es corporais ou mortes.

