Não se enganem. O fato de o Google não achar que ter um data center no Brasil é, agora, relevante para a sua estratégia de serviços, o coloca fora da briga pelos grandes clientes e PMEs na nuvem corporativa, em especial com as rivais Microsoft e Amazon. Em evento realizado em São Paulo, o Google mandou o seu recado: Negócios corporativos serão tão importantes como a publicidade digital.
O diretor da área de Negócios do Google Brasil, Alessandro Leal, deixa claro que 2015 foi um ano muito ruim. ” Uma série de fatores nos atrapalharam. O dólar foi um deles, mas 2016 está sendo diferente. Há pilotos em andamento e temos a convicção que vamos conquistar grandes clientes e abrir mais voz nas pequenas e médias empresas”, pontuou.
O momento turbulento econômico é uma oportunidade para abrir negócios na nuvem. “As empresas buscam produtividade e os nossos aplicativos – são 16 – vão além de oferecer apenas a redução de custos. Eles mudam a maneira de gerir e de trabalhar”, acrescentou o diretor de Tecnologia para a América Latina, Fernando Teixeira.
Na briga para ser um dos jogadores da elite da nuvem corporativa brasileira, o Google fecha alianças. A PwC é a primeira no Brasil a atuar como integradora junto aos grandes clientes. A própria consultoria é uma usuária do Google for Works para os seus quase seis mil funcionários. “Outras do porte da PwC estão conversando conosco. Teremos mais integradores”, antecipa Leal. Para as PMEs, acordos também estão sendo asssinados. Um deles com o UOL Host para a oferta dos aplicativos. “Na prática estamos levando nossa experiência com o consumidor final para o mercado corporativo”, completa Teixeira.
