Na Ășltima quinta-feira (23/1), o Correio noticiou em primeira mĂŁo que o pastor evangĂ©lico Francisco Rodrigues Lemos, 44 anos, foi preso pela PCDF dentro da Igreja EspĂrito Santo, no Sol Nascente apĂłs denĂșncias de que teria abusado de menores que frequentavam o local. A polĂcia suspeita que o pastor tenha feito outras vĂtimas alĂ©m das que jĂĄ o denunciaram.

O Correio apurou com exclusividade que ao menos sete crianças com idades entre 11 e 13 anos foram vĂtimas do religioso por cerca de um a dois anos/Foto: Redes sociais
O Correio apurou com exclusividade que ao menos sete crianças com idades entre 11 e 13 anos foram vĂtimas do religioso por cerca de um a dois anos. O pastor se aproveitava de locais reservados nos templos e do oferecimento de caronas para a casa para cometer os crimes.
âTestar parte carnalâ
Para cometer os abusos, Francisco dizia Ă s vĂtimas que o ato seria necessĂĄrio para âtestar a parte carnalâ e ajudĂĄ-las a âvencer os desejos da carneâ. Chantagens emocionais faziam parte do jogo orquestrado pelo abusador para constranger as crianças.
Segundo as investigaçÔes, ele tentava fazer com que as vĂtimas acreditassem que eram elas que estavam o abusando. âVocĂȘ estĂĄ querendo acabar com o meu casamento, me seduzindo. VocĂȘ nĂŁo vai conseguir acabar com o meu casamentoâ, dizia o pastor.
No rol de ameaças, convencia as meninas a apagar todas as mensagens de WhatsApp. Para a polĂcia, Francisco Ă© considerado um predador sexual sequencial de crianças e adolescentes. Ele Ă© suspeito de ter cometido crimes semelhantes em 2013, 2015 e 2017.
O religioso tambĂ©m pastoreava uma filial da Igreja Universal do Reino de Deus, no Bairro Morro Azul, em SĂŁo SebastiĂŁo. Por nota oficial, a Igreja Universal se manifestou e esclareceu que o desligamento se deu pelo fato do suspeito ter violado o regimento interno da instituição e os padrĂ”es bĂblicos observados, ao praticar desvio de conduta, “o que a igreja considera gravĂssimo, fere os bons costumes e Ă© completamente incompatĂvel com a atividade pastoral”.
“Reforçamos ainda que, se em algum momento, no perĂodo em que esteve conosco como um oficial, tivessem emergido acusaçÔes de crimes, como esses trazidos na publicação em questĂŁo, a Universal teria, prontamente, denunciado os mesmos Ă s autoridades competentes, pois ela jamais se silenciaria diante de tal situação”, reforçou a Universal.
A reportagem tenta contato com a defesa do religioso. O espaço segue aberto para manifestaçÔes.
