Rio Acre segue subindo e atinge 10,43m em Rio Branco; Defesa Civil mantém monitoramento

Volume do rio continua subindo, e previsão de mais chuvas nas cabeceiras aumenta preocupação

O nível do Rio Acre segue em elevação e chegou à marca de 10,43 metros na tarde desta terça-feira (11), conforme a última medição realizada pela Defesa Civil Municipal. Embora a cheia continue, o ritmo da elevação diminuiu, passando de 5 cm para 4 cm por hora. Mesmo assim, as autoridades acompanham a situação de perto, pois há previsão de mais chuvas nos próximos dias.

Com o avanço do nível do rio, o Plano de Contingência está na segunda fase, o que inclui a preparação de estruturas para possíveis desabrigados. O Parque de Exposições, principal abrigo em situações de cheia, já passou por limpeza e retirada de entulhos.

“Estamos na segunda fase do Plano de Contingência e o Parque já está totalmente limpo. Retiramos 250 toneladas de entulhos e está higienizado, mas precisa fazer manutenção, pois esse trabalho foi feito dia 15 de janeiro. Nós já temos abrigos mapeados para questões emergenciais como enxurradas, além disso todo o Plano está pronto e vamos entrar na terceira fase”, explicou o diretor da Defesa Civil Municipal, coronel Cláudio Falcão.

Nível do Rio Acre continua subindo e já alcança 10,43 metros nesta terça-feira (11)/Foto ilustrativa

Chuvas nas cabeceiras podem acelerar cheia do Rio Acre

A situação dos afluentes do Rio Acre também preocupa. O Riozinho do Rola, um dos principais rios que deságuam no manancial, registrou chuvas mais intensas do que a própria capital. Isso significa que a água que desce dessa região pode influenciar diretamente no nível do rio em Rio Branco.

“É meio prematuro a gente falar alguma coisa, mas eu creio que ele (Rio Acre) vai bater 11 metros, ou mais, como aconteceu no final de dezembro”, destacou Falcão.

Outro ponto de alerta são os igarapés da cidade, que já apresentaram elevação em dias anteriores e podem voltar a transbordar com novos temporais.

“A partir de agora, as coisas começam a ficar mais agravadas, pois nós temos os níveis dos igarapés e também o rio alto. Então, tudo o que vier acima disso começa a trazer aquele alerta mais forte”, concluiu o coronel.

A Defesa Civil reforça que o monitoramento é contínuo e pede que moradores de áreas ribeirinhas fiquem atentos a novas atualizações. Em caso de necessidade, os abrigos serão acionados para receber famílias afetadas.

PUBLICIDADE