Defesa diz que acusado de ser ‘atirador da Guascor’ é inocente e foi agredido: “Também é vítima”

Representado pelo advogado Maycon Moreira, a defesa diz que Marcos é inocente e que uma condenação não deve ser feita apenas baseada no inquérito finalizado pela Polícia Civil

A defesa do servidor público Marcos Vinicius, preso nesta semana acusado de ser o autor de disparos que atingiram duas pessoas em uma festa no local conhecido como Guascor, em Sena Madureira, interior do Acre, emitiu uma nota de esclarecimento sobre o caso.

ENTENDA: Servidor público apontado como atirador da Guascor é preso após pedido do MPAC; veja detalhes

Marcos teve prisão preventiva decretada nesta quinta-feira/ Foto: Reprodução

Representado pelo advogado Maycon Moreira, a defesa diz que Marcos é inocente e que uma condenação não deve ser feita apenas baseada no inquérito finalizado pela Polícia Civil.

“O inquérito deverá seguir o trâmite de praxe, e até o momento, as próprias supostas vítimas não identificaram com certeza o autor dos disparos. Uma delas, inclusive, mencionou ter sido atingida por bala perdida em seu depoimento”, disse trecho da nota.

A defesa declarou ainda que o servidor também teria sido agredido e que outras pessoas haviam tentado ‘tomar’ a posse da arma responsável pelo díspar.

“É fundamental esclarecer que Marcos Vinicius sofreu agressões na ocasião, conforme exame de corpo de delito, demonstrando que também foi vítima do ocorrido. A arma em questão era legalmente registrada para posse, e há indícios de que terceiros tentaram tomá-la, gerando a confusão. O acusado possui residência fixa, emprego lícito, é pai de filho menor de 12 anos, sem qualquer histórico criminal”, continua a nota.

Veja a nota na íntegra:

Nota de Esclarecimento – Caso Guasco

Marcos Vinicius, servidor público e devidamente representado pelo advogado Dr. Maycon Moreira, reafirma sua inocência no caso Guasco, salientando que ninguém será considerado culpado até que haja uma sentença penal condenatória transitada em julgado (art. 5º, LVII, CF), o quê não vemos no presente caso com a simples conclusão de inquérito policial, bem como deve ser respeitado o contraditório e ampla defesa. O inquérito deverá seguir o trâmite de praxe, e até o momento, as próprias supostas vítimas não identificaram com certeza o autor dos disparos. Uma delas, inclusive, mencionou ter sido atingida por bala perdida em seu depoimento.

É fundamental esclarecer que Marcos Vinicius sofreu agressões na ocasião, conforme exame de corpo de delito, demonstrando que também foi vítima do ocorrido. A arma em questão era legalmente registrada para posse, e há indícios de que terceiros tentaram tomá-la, gerando a confusão. O acusado possui residência fixa, emprego lícito, é pai de filho menor de 12 anos, sem qualquer histórico criminal.

A defesa confia na Justiça e reforça que o devido processo legal deve prevalecer, sem julgamentos precipitados ou pressões externas. A verdade será esclarecida com base nos fatos e na legalidade em prol da busca real pela justiça.

Respeitosamente
Dr. Maycon Moreira

Pedido de prisão do MPAC

O servidor foi preso após a Justiça acatar o pedido de prisão preventiva feito pelo Ministério Público do Estado.

As investigações foram concluídas pela Polícia Civil/ Foto: Reprodução

Para o pedido da prisão preventiva, o Ministério Público levou em consideração a gravidade concreta do caso, visto que o local estava repleto de pessoas, e as vítimas atingidas ficaram em estado grave de saúde, e precisaram ser transferidas para Rio Branco.

Em todo esse contexto, destaca-se também o papel crucial da Polícia Militar, que conseguiu identificar o autor dos disparos, logo após os fatos, logrando êxito em apreender a arma de fogo utilizada no crime, sendo uma pistola.

Na oportunidade, o MP também já ofereceu denúncia contra o acusado, pelos crimes de dupla tentativa de homicídio qualificado, por motivo torpe, e por dificultar a defesa da vítima, além do crime de porte ilegal de arma de fogo.

Além disso, o MP denunciou outras duas pessoas (esposa e amiga do autor), pelo crime de falso testemunho, com aumento de pena, por supostamente terem alterado a verdade dos fatos durante a investigação criminal.

O caso “Guascor” ocorreu no dia 19 de janeiro deste ano, num local que vinha sendo usado com frequência por moradores, que faziam uma espécie de “festa” com som automotivo e bebidas álcoolicas aos finais de semana.

O MPAC também acionou a empresa, para isolar o local, colocar placas de advertência, câmeras e refletores.

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