Igarapé Batista volta a transbordar e atinge mais de 30 famílias em bairro de Rio Branco

"Nos primeiros quatro dias de março, acumulamos mais de 50 milímetros de chuva, já indicando que o mês deve superar a média esperada", disse o coronel Cláudio Falcão

Menos de dez dias após o primeiro transbordamento do Igarapé Batista, que deixou 21 pessoas em abrigos e outras 200 desalojadas, o pequeno rio voltou a subir na noite da última terça-feira (4), atingindo pelo menos 30 famílias na região do Calafate, em Rio Branco.

Igarapé Batista em Rio Branco, imagem ilustrativa — Foto: Murilo Lima/Rede Amazônica

Nesta quinta-feira (6), a Defesa Civil Municipal informou que o nível do igarapé voltou à normalidade e que o monitoramento segue sendo realizado. Apesar da água ter invadido quintais e algumas residências, as famílias não precisaram ser removidas.

“Chegou muito próximo do assoalho e entrou em algumas casas, mas não transbordou de forma a causar maiores transtornos nas residências mais baixas”, explicou o coordenador da Defesa Civil Municipal, tenente-coronel Cláudio Falcão.

A dona de casa Samili Freitas, uma das moradoras afetadas, teme que a situação se agrave. “Não somos só nós. É bastante sufocante, porque quando queremos sair, não temos como”, relatou ao g1 Acre.

Já o vendedor Manoel Araújo, que também teve a casa atingida, teme precisar deixar o lar novamente. “Me sinto angustiado. Passamos por isso no ano passado e estamos enfrentando o mesmo problema outra vez”, lamentou, em entrevista ao g1.

Segundo Falcão, as chuvas continuam intensas. “Nos primeiros quatro dias de março, acumulamos mais de 50 milímetros de chuva, já indicando que o mês deve superar a média esperada. Isso pode provocar novas enxurradas e aumentar o nível dos rios”, alertou.

Diante do cenário, o governo do Acre decretou situação de alerta na última sexta-feira (28), devido ao aumento das chuvas e do volume dos cursos hídricos. Assinado pela vice-governadora Mailza Assis, o documento estabelece um prazo de 30 dias para a adoção de medidas administrativas emergenciais.

A situação segue sendo acompanhada pela Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil (CEPDC), Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH) e Corpo de Bombeiros Militar do Acre (CBM-AC).

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