Pimenta: sem candidato ao Governo em 2026, PT quer aliança com o PSB de Jenilson

Veja detalhes na coluna 'Pimenta no Reino', do jornalista Matheus Mello

Nas duas últimas eleições – 2022 e 2024 -, o PT e o PSB se apartaram de vez e não estiveram no mesmo palanque. Na verdade, as rusgas começaram em 2020, quando os petistas decidiram lançar candidatura própria na disputa pela Prefeitura de Rio Branco e rechaçar o nome de Socorro Neri – que na época disputava a reeleição pelo PSB -. O racha marcou o fim de uma aliança que perdurou desde o início da extinta Frente Popular do Acre, que viveu sua hegemonia por 20 anos, todos eles com PT e PSB juntos.

Líderes do PSB no Acre durante ato de campanha/Foto: Reprodução

Mas parece que se depender não só do PT, mas também dos outros partidos da Federação Brasil da Esperança – PCdoB e PV -, esse racha poderá ser encerrado nas eleições de 2026. Em entrevista ao ContilNet nesta semana, o presidente do PT no Acre, ex-deputado Daniel Zen, declarou que todos os três partidos já entenderam que uma aliança com o PSB seria uma alternativa bem interessante para enfrentar os partidos de direita no estado.

Sem candidato ao Governo definido, o deputado Jenilson Leite, uma das principais lideranças do PSB no Acre, poderia ser uma surpresa nas eleições de 2026. 

‘O que passou ficou para trás’

Justamente sobre essas rusgas antigas, Zen declarou que o PT e a federação estão dispostos a refazer a aliança com o PSB.

“Tem um entendimento dentro da federação, um consenso de que a gente deve procurar o PSB para conversar, inclusive isso foi deliberado na última reunião, que todos os três partidos fariam movimentos, um de cada vez, para procurar o PSB para dialogar. Nosso entendimento é que o PSB é um partido importante, que sempre esteve nesse campo. É o partido do vice-presidente da República. O que aconteceu para trás tudo bem. Isso é da política. Mas a nossa compreensão é da importância deles nesse processo e o nosso desejo é que nós estejamos juntos”, disse Daniel Zen. 

Outros nomes 

O presidente do PT também elencou outros nomes que poderiam ser colocados na disputa pelo Governo em 2026 na aliança dos partidos de esquerda:

Thor Dantas, também do PSB, Nazaré Araújo, do PT, Naluh Gouveia, sem partido mas já sondada pelo PV, Perpétua Almeida, PCdoB e o vereador André Kamai, apresentado como liderança política em ascensão.

Dessa vez não! 

Diferente de 2024, quando apoiaram a candidatura de Marcus Alexandre em Rio Branco, tudo indica que o PT e o MDB não estarão na mesma coligação nas eleições de 2026.  O clima entre os dois partidos azedou de vez.

Alguma coisa não está certa 

O vereador Eber Machado disse em entrevista ao podcast do jornalista Luciano Tavares que sempre foi de direita e nunca se aliou a políticos de esquerda. O parlamentar só precisa acertar isso com seu partido, o MDB, que sempre esteve aliado com o PT a nível nacional e faz parte da base do presidente Lula, com diversos ministros no alto escalão do governo. 

Não deve nada a ninguém 

Ainda falando do MDB, engana-se quem acha que o partido já tem definido com quem vai se aliar nas eleições de 2026 no Acre. O partido vai dizer sim a aquele candidato que tiver o melhor a oferecer, seja Mailza ou Alan. O MDB não deve nada a ninguém e está com a consciência limpa sobre isso.

Adendo 

Deixando as ideologias de lado, seria muito cômico ver Marcus Alexandre e Alan Rick no mesmo palanque. O ex-prefeito, agora no MDB, sempre foi alvo de críticas feitas pelo senador. 

O responsável 

O principal responsável por articular a aliança de Alan com os cabeças brancas do MDB é o deputado federal Roberto Duarte, que comanda o Republicanos no estado. Mas aqui vai um recado para o parlamentar: é melhor ele pensar na reeleição dele, que não está tão garantida assim.

Fracasso 

A manifestação bolsonarista que exige a anistia dos presos nos ataques terroristas do 8 de janeiro, que ocorreu no domingo, parece não ter decolado tanto assim. Na praia de Copacabana, por exemplo, a organização esperava um público de 1 milhão de pessoas. Resultado: cerca de 18 mil pessoas compareceram. 

Claro recado 

A pouca adesão do público é um claro recado aos políticos bolsonaristas não só do Acre, mas do país todo. O pedido de anistia não é uma pauta urgente do brasileiro. É hora de mudar o disco e exigir realmente o que realmente a população precisa, o principal gargalo do Governo Lula: redução dos impostos, dos alimentos dos produtos da cesta básica e dos combustíveis. Isso sim é uma pauta útil. 

Pautas mais relevantes 

No Acre, por exemplo, apesar de ter sido cancelada, a manifestação, se tivesse acontecido, também deveria ter tido pouca participação. Afinal, o que realmente importa nesse momento para o acreano é ações do poder público sobre mais uma enchente do Rio Acre e principalmente a falta de água nas torneiras de milhares de rio-branquenses. Quem liga para anistia enquanto não se tem água para tomar banho? 

Uma atenção urgente! 

Mais uma pessoa desapareceu nas águas do Rio Acre durante a enchente. Aqui vai um pedido urgente ao coronel Charles Santos, comandante do Corpo de Bombeiros do estado: é preciso uma fiscalização maior e punir aqueles jovens que se arriscam se despencando das pontes nesse período.

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