Senador do Amazonas faz declarações ofensivas sobre Marina Silva: “Tolerar 6h sem enforcá-la”

Plínio faz ataques pessoais, destacando a "tolerância" com a ministra durante a CPI das ONGs

No último dia 13, durante a cerimônia de entrega da Medalha do Mérito Comercial do Amazonas 2025, promovida pela Federação do Comércio do Amazonas (Fecomércio-AM) em Manaus, o senador Plínio Valério (PSDB-AM) fez declarações controversas sobre a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, e a Zona Franca de Manaus (ZFM).

Senador Plínio Valério e a ministra Marina Silva/Foto: Reprodução

Ao relembrar a participação de Marina Silva na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das ONGs, realizada em novembro de 2023, Plínio Valério fez um comentário considerado ofensivo. “Imagina o que é tolerar a Marina por 6h e 10 minutos sem enforcá-la”, disse o senador. Ele continuou, falando sobre o que chamou de “provocações” de Marina durante a comissão, e afirmou que sua esposa, Ana, mandava mensagens durante o evento, destacando a paciência necessária para suportar a ministra. “Se você tivesse 10% da paciência que teve com a Marina, a gente nunca brigava”, comentou.

O senador também criticou a ministra ao se referir à BR-319, estrada que conecta o Amazonas a outros estados. Segundo Valério, a construção da estrada é essencial, e ele defendeu que ela deve ser realizada “nem que seja na porrada”, criticando a posição de Marina, que ele acusou de ser resistente ao projeto.

Em relação à atuação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Valério afirmou que o governo federal gostaria de tirar Marina Silva do cargo, mas que “forças externas” impedem essa mudança. “A Marina está blindada, a Marina não é burra, ela repete, tem lavagem cerebral, mas ela [inaudível]”, disse o senador.

O evento contou com a presença de outros parlamentares, como os senadores Eduardo Braga (MDB/AM) e Omar Aziz (PSD/AM), além do superintendente da Zona Franca de Manaus, Bosco Saraiva.

Essas declarações geraram repercussão e levantaram questões sobre o tratamento e o respeito entre autoridades políticas, além de reacender o debate sobre a construção da BR-319 e a atuação do governo federal no Amazonas.

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