Hillary Rodrigues da Silva tem apenas 5 anos, e já enfrenta uma batalha contra a leucemia. Após meses de incerteza, a família recebeu a confirmação de que ela será transferida para tratamento no Hospital de Amor, em Barretos (SP), na próxima segunda-feira (31). Agora, os pais da criança pedem ajuda para se manter na cidade, já que terão que deixar tudo para acompanhá-la nesse momento delicado.

A menina de cinco anos já enfrenta o problema a cerca de dois anos/Foto: Reprodução
A luta de Hillary contra a doença começou há mais de dois anos, quando os primeiros sintomas apareceram. Segundo o pai, o educador físico Catriel Carlos da Silva, a filha sofria com constantes episódios de imunidade baixa e dores abdominais, mas os médicos sempre minimizavam os sinais. “Ela tinha muita dor no abdômen e eles davam dipirona e mandavam ela para casa. Sempre foi assim, nunca foi encaminhada para fazer nenhum tratamento”, relatou ao g1 Acre.
Somente em janeiro deste ano, após uma crise severa, a menina foi internada no Pronto-Socorro de Rio Branco. Encaminhada ao Hospital da Criança, a suspeita inicial era de dengue. A demora no diagnóstico agravou seu estado de saúde, e os pais tiveram que pressionar a direção do hospital para que novos exames fossem solicitados. “A gente clamou e foi falar com a direção [do hospital] para que tomassem atitude. Nossa filha só se agravava em cima de uma cama e ninguém fazia nada”, disse Catriel ao g1 Acre.
A confirmação da leucemia veio apenas em março, após um exame de medula óssea solicitado por uma nova médica. O estado de Hillary já era crítico, com fígado, rins e baço comprometidos, além de um leve sopro no coração. “Ela só está nesse estado por negligência médica. Há mais de dois anos a gente chega no hospital e dizem que não é nada”, lamentou o pai.

A família pede ajuda para o tratamento/Foto: Reprodução
Com a transferência para São Paulo confirmada, a família agora precisa reorganizar a vida para acompanhar o tratamento da filha. O pedido de ajuda se deve às dificuldades financeiras que enfrentarão ao longo do tratamento fora do Acre. “Agora precisamos de uma ajuda, porque é uma mudança de vida, vamos largar tudo para se dedicar a ela, então vai ser bem complicado”, finalizou Catriel ao g1 Acre.
