Com festas abertas ao público, Indígenas do Juruá celebram Dia dos Povos Originários neste sábado

As festividades são abertas ao público e reforçam o orgulho e a identidade dos povos originários do Acre

As terras indígenas Puyanawa, Noke Koi (Katuquina) e Nukini, no Vale do Juruá, realizam neste sábado (19), uma programação especial em comemoração ao Dia dos Povos Originários. As festividades começam pela manhã e seguem até a noite, reunindo moradores e visitantes com danças, cantos, brincadeiras tradicionais e a distribuição da caiçuma, bebida ancestral feita a partir da mandioca.

Com apoio da Secretaria Extraordinária de Povos Indígenas (Sepi), o evento reforça a valorização da cultura dos povos originários do Acre. A caiçuma, elemento central das festas, simboliza a união comunitária — desde a produção coletiva até o consumo compartilhado durante as celebrações.

A celebração acontece neste sábado/ Foto: Diego Silva

Na Terra Indígena Puyanawa, em Mâncio Lima, o cacique Joel Puyanawa destaca a importância de promover o turismo etnoecológico, que fortalece a economia local com venda de artesanato e alimentos. “Esses eventos mostram nossa cultura e unem a comunidade. É uma atividade sustentável que beneficia todas as aldeias”, afirmou.

A jovem Carol Puyanawa também reforça o simbolismo da data. “É um dia que representa nossa resistência e o fortalecimento da nossa cultura. Ser indígena é honrar nossos ancestrais e proteger a floresta, que é nossa casa.”

Em Cruzeiro do Sul, a Aldeia Variskul, do povo Noke Koi, também se mobiliza para a celebração. O cacique Adriano Katuquina destaca a importância de manter viva a memória dos antepassados. “Comemoramos com danças, cantos sagrados e brincadeiras que fazem parte da nossa tradição. Isso fortalece a esperança das futuras gerações.”

Na Terra Indígena Nukini, localizada no Alto Rio Môa, a Aldeia Recanto Verde também abre suas portas para os visitantes. O cacique Xitin Nukini destaca o caráter de resistência da celebração. “Viver nossas tradições é um grito pela preservação da floresta. Mostrar nossa cultura ao mundo é fortalecer nossas raízes e a união do nosso povo.”

Com informações Agência de Notícias do Acre

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