Mais de 60% das ruas de Rio Branco não oferecem rampas adequadas para cadeirantes, diz pesquisa

Apesar das ciclovias, 95% das ruas não têm sinalização adequada para bicicletas em Rio Branco.

Um levantamento recente, com base nos dados do Censo 2022, revelou a preocupante situação da acessibilidade em Rio Branco. O estudo, divulgado na última semana, mostrou que mais de 63% das ruas da capital acreana não oferecem rampas adequadas para cadeirantes. A pesquisa, que analisou as condições do entorno dos domicílios, também destacou outras deficiências na infraestrutura urbana.

De acordo com o levantamento, 88,57% da população de Rio Branco (aproximadamente 102.244 moradores) vive em áreas sem acesso adequado a pontos de ônibus, representando um grave problema de mobilidade para boa parte da população. Em contraste, pouco mais de 11% dos moradores (cerca de 13 mil pessoas) têm acesso garantido ao serviço de transporte público.

O estudo, divulgado na última semana, mostrou que mais de 63% das ruas da capital acreana não oferecem rampas adequadas para cadeirantes / Foto: Reprodução

Quando o assunto é pavimentação, quase 100 mil rio-branquenses residem em ruas pavimentadas, enquanto 15.766 pessoas, ou 13,66% da população, enfrentam ruas sem asfalto ou tijolos, contribuindo para a dificuldade de locomoção na cidade.

Outro dado alarmante é a falta de sinalização para bicicletas. Apesar de Rio Branco contar com diversas ciclovias, o estudo revelou que 95,75% das vias não possuem a sinalização adequada para o tráfego de bicicletas. Apenas 4% da população se beneficia de vias com a infraestrutura necessária para ciclistas.

Em relação às calçadas, 78,68% dos moradores residem em ruas com calçadas, mas 71,43% dessas vias apresentam obstáculos, impedindo o tráfego adequado de cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida. Esse cenário reflete uma falta de acessibilidade em diversos pontos da cidade.

Um dos dados mais preocupantes foi a ausência de rampas para cadeirantes. Apenas 15,19% das vias de Rio Branco contam com o serviço, enquanto 63,49% das ruas não oferecem qualquer tipo de rampa, o que evidencia a dificuldade de locomoção para quem depende dessas estruturas.

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